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Restrição ao aço tem efeito reduzido sobre Vale

Analistas acreditam que as regras impostas pelo governo norte-americano às importações de aço devem ter um efeito reduzido sobre os resultados financeiros da Companhia Vale do Rio Doce. Isso porque a empresa produz e exporta minério de ferro, o qual não entra na pauta de restrições e sobretaxas dos Estados Unidos. De acordo com dados da companhia, entre 70% e 80% do faturamento da empresa provém da produção e exportação do minério de ferro.Além disso, o minério de ferro produzido pela Vale, que é matéria-prima para a produção de aço, é exportado para muitos países e, desta forma, a empresa tem um mercado maior para as suas vendas. Ou seja, mesmo que as restrições norte-americanas prejudiquem a produção de aço de alguns países, o mercado consumidor do minério de ferro da Vale é diversificado, o que reduz esta influência.Em 2001, as exportações da empresa somaram US$ 3 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. As vendas são distribuídas a várias regiões, sendo 32% para a Ásia, 24% para a Europa, 13% para o mercado interno, 12% para a América Central e América do norte e 19% para o consumo da própria empresa na fabricação de produtos secundários (pelotas). No mercado internacional, a Vale compete principalmente com o minério de ferro produzido pela Austrália.Para analistas, o que de fato pesa de forma negativa para a Vale é que ela produz uma commodity. Ou seja, a companhia não tem controle sobre o preço do seu produto, pois o minério de ferro é indiferenciado, com características que independem de onde é produzido. Com isso, caso a empresa eleve seus preços acima dos praticados no mercado internacional de commodities, dificilmente conseguirá vender. Preço-alvo da ação continua em R$ 70Analistas indicam o preço-alvo para a ação ordinária (ON, com direito a voto) da Vale em R$ 70. Em relação ao fechamento de ontem, que ficou em R$ 65,70, a projeção de ganho é de 6,54% em 12 meses. Nos últimos dias, em função da operação de venda das ações da companhia que estão em poder da União, os papéis apresentaram forte valorização. Em fevereiro, os papéis acumularam alta de 19,92%.

Agencia Estado,

06 de março de 2002 | 17h26

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