Restrição brasileira a frutas não é ´vingança´, diz Chile

O governo do Chile descartou nesta quarta-feira que o Brasil tenha suspendido a importação de frutas chilenas como "vingança", devido à proibição imposta pelo Chile à importação de carne bovina brasileira desde outubro de 2005.Na segunda-feira, o governo federal decidiu cancelar as compras de uva, maçã, framboesa, kiwi, pêra, cítricos, nectarina, figo, maracujá e groselha, entre outras. A justificativa foi a presença do ácaro "Brevipalpus chilensis" nos carregamentos. Na última terça-feira a decisão foi parcialmente suspensa.O diretor nacional do Serviço Agrícola e de Criação de Gado (SAG) do Chile, Francisco Bahamonde, afirmou que o Brasil tem todo o direito de exigir que a fruta que importa não esteja contaminada. "Mas o inseto produz riscos mínimos, o fundamental é que não está no Brasil", disse.Entre 1º de setembro do ano passado e 31 de agosto, o Chile exportou ao Brasil 2,632 milhões de caixas de frutas. Sendo 657 mil de uva, 400 mil de maçãs e 237 mil de kiwis.Carne Sobre as importações de carne brasileira para o Chile, Bahamonde garantiu que a suspensão pode ser cancelada dentro de sete dias. "Só falta realizar uma última inspeção no local para confirmar que a febre aftosa já foi controlada", ressaltou.O Chile parou de importar carne bovina do Brasil por causa de focos de febre aftosa descobertos em alguns Estados. O Brasil negocia para que o país retire a proibição sobre a carne produzida em locais não afetados pela aftosa.

Agencia Estado,

31 de maio de 2006 | 16h55

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.