Restrição de exportações reduz produtividade de empresas

A produtividade das companhias que vendem para outros países além do Mercosul é 53% superior ao das firmas brasileiras que exportam exclusivamente apenas aos parceiros do bloco. De todas as exportadoras brasileiras, 40% vendem negociam no exterior apenas para os parceiros do bloco econômico e têm produtividade 9,1% maior que as firmas não-exportadoras nacionais. O dado faz parte de estudo de economistas da Universidade Católica de Brasília (UCB) e da Universidade de Brasília (UnB), feito em convênio com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).Apesar da produtividade maior em relação às empresas que atuam apenas dentro do Brasil, os pesquisadoras identificam um risco: as empresas que vendem apenas para o Mercosul podem se acomodar e deixar de buscar novos destinos no exterior.O estudo também concluiu que quanto maior a produtividade das empresas mais elas têm chances de alcançar outros destinos internacionais. As empresas que hoje vendem apenas para os parceiros do Mercosul têm menos condições de exportar para outros destinos, porque têm menor produtividade relativa. "Entraram lá apenas porque têm facilidades, como a distância pequena e o acordo", argumenta Roberto Ellery, da UNB, autor do estudo, junto com Victor Gomes, da UCB. O trabalho dos economistas leva em conta a produtividade do trabalho.Eles também levantaram que as empresas que vendem apenas para o Mercosul são, em média, 13% maiores do que as não-exportadoras. Já as empresas que vendem para outros mercados, além do bloco regional, têm um porte 3,3 vezes superior ao das empresas voltadas exclusivamente ao mercado interno. Em média, a produtividade das companhia que vendem para mais de dez países é maior do que o dobro da produtividade das que destinam sua produção apenas para o Brasil ou um mercado no exterior.

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