Restrições ao capital externo geram críticas

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, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2010 | 00h00

A China enfrenta críticas crescentes de multinacionais pelo aumento de restrições ao capital externo, o que obrigou o primeiro-ministro Wen Jiabao a afirmar, pela segunda vez em menos de quatro meses, que o país continua aberto a investimentos estrangeiros.

A mais recente queixa foi apresentada diretamente a Wen no sábado, pelos CEOs da Basf, Juergen Hambrecht, e da Siemens, Peter Loescher, durante visita à China da chanceler alemã, Angela Merkel.

Os principais alvos das multinacionais são regras de estímulo à "inovação doméstica", anunciadas m novembro, que dificultam a participação de estrangeiros em compras governamentais e, na prática, forçam a transferência ao país asiático de centros de pesquisa e desenvolvimento.

Segundo relatos de repórteres alemães presentes à reunião, o CEO da Basf disse a Wen que as companhias estrangeiras estão sendo obrigadas a ceder sua tecnologia e conhecimento a empresas chinesas para terem acesso ao mercado local, potencialmente o maior do mundo, com 1,3 bilhão de pessoas. "Isso não correspondente exatamente à nossa visão de parceria", declarou Hambrecht, de acordo com a agência de notícias Deutsche Presse-Agentur.

No dia 7 de julho, o Banco Mundial divulgou estudo que coloca a China em posição baixa em ranking de 87 países analisados sob a ótica do ambiente para Investimentos Estrangeiros Diretos (IED). O documento afirma que o país asiático está entre os "mais restritivos do mundo" quando o assunto é a propriedade de ativos por estrangeiros.

O primeiro-ministro chinês refutou as acusações e disse que o aumento no volume de investimentos produtivos é a maior evidência de que a política de abertura ao capital externo permanece inalterada. / CLÁUDIA TREVISAN

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