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Restrições para formação da Alca partem dos EUA, diz FHC

O presidente Fernando Henrique Cardoso disse hoje que as restrições que têm surgido nas negociações para a formação da Área de Livre Comércio (Alca) partem dos Estados Unidos e não dos latino-americanos. Ele avaliou que houve "passos atrás" nas negociações desde a reunião de Quebec, no Canadá, mas negou que haja agora uma opção preferencial do Mercosul pela União Européia. O presidente disse esperar que a reunião entre o Mercosul e a União Européia, marcada para julho, em Brasília, "seja decisória". Ele reconheceu que o Mercosul passa por um momento difícil por causa da situação na Argentina, mas acredita que as negociações devem prosseguir, e avaliou que mesmo a troca de governo não afetará os entendimentos. "Não creio que o presidente da República (da Argentina) se oporá a esse projeto de âmbito histórico", afirmou Fernando Henrique. Ele falou à imprensa na Embaixada do Brasil, em Roma, depois de almoçar com o presidente da Itália, Carlo Azeglio Ciampi, no Palácio do Quirinale. Ainda hoje, Fernando Henrique se encontrará com o presidente da Câmara dos Deputados, Pierferdinando Casini, e com o presidente do Senado, Marcello Pera. À noite, o presidente jantará com empresários italianos. Ele retornará ao Brasil amanhã, às 11h (hora local).

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