Restrições poderão limitar atuação da nova companhia

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) poderá impor restrições pesadas para aprovar a incorporação da ALL pela Rumo. Dada a natureza da operação, que envolve concessões ferroviárias, as tradicionais medidas "estruturais", como venda de ativos, são menos prováveis, segundo especialistas ouvidos pelo 'Estado'. Por isso, as apostas são para medidas "comportamentais", como não dar tratamento diferenciado a empresas que concorrem com companhias do grupo.

Mônica Scaramuzzo, Luciana Collet, O Estado de S. Paulo

10 Dezembro 2014 | 02h04

Por isso, uma das possibilidades seria limitar as cotas de transporte de produtos para Cosan e Raízen (joint venture entre Cosan e Shell), além de limitar o espaço da Rumo nas ferrovias. Para garantir o cumprimento das medidas, especialistas apontam que o Cade poderia estabelecer cláusulas de monitoramento, exigindo que uma consultoria ou auditoria produza relatórios periódicos de controle das atividades. "A venda de participação em terminais seco de açúcar e de terminais portuários, bem como a não participação em novas concessões portuárias poderão ser exigidas, além de cotas para operadores independentes. Se for nessa linha, a Cosan tem de avaliar se realmente a fusão valerá a pena", disse uma fonte.

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