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Resultado afeta investimento da estatal

Novas captações serão necessárias para manter plano de R$ 61 bilhões

Nicola Pamplona e Silvia Araujo, O Estadao de S.Paulo

12 de maio de 2009 | 00h00

Os custos de investimento no setor de petróleo reduziram a geração de caixa da Petrobrás, que terá de recorrer aos empréstimos negociados nos últimos meses para sustentar seu plano de investimentos de R$ 61 bilhões este ano. "A geração de caixa foi menor do que o valor investido no trimestre. Isso significa que precisamos fazer novas captações", afirmou o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, durante a divulgação do resultado da companhia no primeiro trimestre.A Petrobrás investiu R$ 14,380 bilhões no primeiro trimestre, 50% na área de exploração e produção. O valor é 41% maior que o do mesmo período do ano anterior. Já a geração de caixa ficou em R$ 13,423 bilhões no período. Além da queda de receita provocada pela redução do preço do petróleo, houve aumento de 16% nas despesas operacionais, por causa do ritmo acelerado de exploração. No primeiro trimestre, a estatal apurou perda financeira de R$ 848 milhões, uma evolução de 260% sobre o resultado negativo do primeiro trimestre do ano passado. Segundo a companhia, o saldo reflete maiores perdas cambiais sobre recursos aplicados no exterior. O diretor da Petrobrás diz que a companhia já vem percebendo redução de custos no mercado fornecedor de bens e serviços para a indústria petrolífera, o que pode melhorar o desempenho nos próximos trimestres. "Já temos sinais de que os custos estão se revertendo, se acomodando. Esperamos que essa tendência se mantenha."Mesmo com menor caixa, algumas captações nos últimos meses levaram ao fechamento do trimestre com um caixa de R$ 19,532 bilhões. O volume é 23% superior ao verificado no fim do último trimestre, quando a companhia teve de recorrer à Caixa Econômica Federal (CEF) para pagar impostos.O endividamento líquido da companhia cresceu 4% no trimestre, para R$ 50,775 bilhões. Barbassa informou que o valor ainda não considera o empréstimo que vem sendo negociado com o BNDES, no valor de US$ 12,5 bilhões. Segundo ele, a empresa ainda tem a opção de usar empréstimo-ponte de US$ 6,5 bilhões negociado no fim do ano passado. Assim, diz o executivo, a empresa já acredita ter os recursos disponíveis para manter o plano de investimentos.Barbassa acrescentou que a companhia ainda busca financiamentos com bancos de fomento do exterior, para pagar os equipamentos importados. Há uma negociação de US$ 10 bilhões com o banco de fomento da China e outras em curso com outros países. Barbassa explicou que a companhia não conseguiu identificar a origem do vazamento do balanço financeiro consolidado de 2008, que foi conhecido pelo mercado horas antes da divulgação oficial. Segundo ele, o documento não saiu oficialmente dos computadores da companhia, podendo ter sido retirado com um pen drive sem que o sistema de vigilância captasse.

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