Dida Sampaio/Estadão
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Resultado da balança 2015 deve ser superávit entre US$ 5 bi e US$ 8 bi, diz ministro

Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, projeção é de um 'superávit expressivo'

Rachel Gamarski, Mariana Durão, O Estado de S. Paulo

18 de junho de 2015 | 20h47

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, afirmou nesta quinta-feira que as projeções da Pasta para a balança comercial de 2015 está entre US$ 5 bilhões e US$ 8 bilhões. "A projeção que fazemos é de um superávit expressivo", disse ele, ao chegar para o coquetel de abertura do Fórum Brasil-Estados Unidos. 

Na última semana, a balança passou a acusar superávit comercial no acumulado de 2015. O País está com saldo positivo de US$ 349 milhões no ano, após um resultado de US$ 678 milhões positivo na segunda semana de junho. 

Ao continuar com o discurso para uma agenda positiva, Monteiro informou que o anúncio do Plano Nacional de Exportação será no próximo dia 24. Ao ser questionado sobre as dificuldades de financiamento do plano, ele afirmou que "questões de financiamento, seguros e garantias são muito importantes para o processo de exportação". O dirigente do MDIC tem defendido com frequência uma agenda positiva para as exportações, o que também ajudará no resultado da balança comercial.

Serviços. Secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Marcelo Maia defendeu o fortalecimento da exportação de serviços de engenharia pelo Brasil. Os financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a obras realizadas por empreiteiras brasileiras no exterior têm sido alvo de polêmica, após o banco divulgar que concedeu US$ 11,9 bilhões em empréstimos nesse modelo. 

"Em uma obra no exterior você exporta não apenas serviços, mas também bens. Existe uma competição entre países (por essas obras) e para que o Brasil tenha competitividade internacional é importante que a gente equalize as taxas (de juros dos financiamentos)", disse Maia, ao defender a importância da atuação do banco no segmento. Ele avalia que o setor de engenharia é uma das maiores âncoras para levar cadeias produtivas do País ao exterior. Maia participou do lançamento do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio.

Pelos cálculos do MDIC, a cada R$ 1 de financiamento pelo BNDES são gerados R$ 3 de outros serviços decorrentes. Já a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) estima que, cada vez que o País exporta a execução de um projeto de engenharia, 2.800 empresas nacionais são beneficiadas, exportando indiretamente. Segundo José Augusto de Castro, presidente da entidade, a cada US$ 1 bilhão em serviços de engenharia exportados, seriam gerados 192 mil empregos diretos e indiretos.

"Exportar serviços de engenharia é status. Apenas 15 países do mundo fazem isso", diz Castro.

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