bolsa

E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Resultado da indústria ficou aquém dos estímulos

Entre março de 2012 e março de 2013, o faturamento real da indústria de transformação diminuiu em 12 dos 21 setores analisados, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O comportamento volátil da indústria é confirmado pela Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, que, com critérios diferentes dos usados pela CNI, indicou queda em 6 dos 14 segmentos avaliados em março.

O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2013 | 02h04

Os dois levantamentos permitem concluir que os vultosos recursos fiscais, creditícios e tributários oferecidos pelo governo e pelo BNDES às empresas, em geral do setor secundário, tiveram pouco impacto do ponto de vista da retomada. Como a política econômica de estímulo ao consumo ajudou na alta da inflação, percebe-se que a ideia de que um pouquinho mais de inflação não faz tanto mal e ainda pode ajudar a economia a crescer.

Como resumiu o gerente de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, ao comentar os resultados da indústria, em março, apesar do crescimento do faturamento e das horas trabalhadas, a recuperação é incipiente. "A estagnação persiste e a indústria ainda não encontrou o seu caminho", declarou.

Houve, de fato, um aumento do faturamento real da indústria de 3,6%, entre fevereiro e março, conforme dados dessazonalizados. Mas, quando os dados de 2013 são comparados com os de 2012 (um ano fraco para a indústria), o saldo mostra-se insatisfatório. O faturamento real evoluiu apenas 0,2% entre março de 2012 e março de 2013; as horas trabalhadas, na mesma base de comparação, diminuíram 3,3%; e o rendimento médio real cresceu só 1%, mas a massa salarial real diminuiu entre o quarto trimestre de 2012 e o primeiro trimestre deste ano. O índice de ocupação da capacidade também deixa a desejar (82,3%), além de ser cadente.

A indústria cresceu muito em janeiro, caiu abruptamente em fevereiro e recuperou-se parcialmente em março. Os dados de abril poderão ser melhores, mas parecem estar ligados à atividade da indústria automobilística, muito favorecida pelos estímulos oficiais.

Os fatores que permitiriam uma recuperação consistente da indústria são de ordem micro e macroeconômica, como a redução de custos de transporte e de insumos industriais, câmbio favorável e mais produtividade do trabalho, o que depende de educação. Mas ou não há avanços ou estes são lentos e, aparentemente, insuficientes para assegurar a retomada da atividade industrial.

Tudo o que sabemos sobre:
Editorial

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.