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Resultado das contas confirma saneamento, diz BC

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, afirmou hoje que o resultado das contas públicas no mês de outubro confirma a consolidação da idéia de saneamento fiscal no País. Mesmo sendo um mês de eleições, as contas públicas registraram o melhor superávit para meses de outubro da série histórica do Banco Central que teve início em 1991. Ele ressaltou que num ano eleitoral o superávit das contas públicas de janeiro a outubro já supera a meta acordada com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para todo o ano. O superávit acumulado no ano está em R$ 53,904 bilhões enquanto a meta acertada com o Fundo é de R$ 50,3 bilhões, o correspondente a 3,88% do PIB. "Mesmo num ano eleitoral, já cumprimos de forma antecipada a meta estabelecida", disse ele. Altamir Lopes observou também que todas as esferas de governo foram superavitárias no mês. Ele destacou que as contas do governo central, das estatais municipais e dos governos estaduais registraram o melhor superávit para o mês de outubro.Dívida líquida cai para 59,9% do PIBA dívida líquida do setor público no mês de outubro caiu para 59,9% do PIB, depois de ter chegado em setembro a seu maior nível, de 63,6% do PIB. Segundo os dados divulgados hoje pelo Banco Central, a dívida caiu R$ 18,979 bilhões de um mês para outro, passando de R$ 885,191 bilhões para R$ 866,212 bilhões. A queda do estoque da dívida se deve, segundo Altamir Lopes, à valorização do real frente ao dólar no mês de outubro, de 6,42%, que reduziu o estoque da dívida atrelada à taxa de câmbio. Também contribuiu para a redução do estoque da dívida o superávit primário de R$ 6,283 bilhões nas contas do setor público em outubro. "Já estamos abaixo de 60%", comentou o chefe do Depec. Ele previu que, com o câmbio no patamar de ontem, de R$ 3,58 por dólar, outra redução deverá acontecer no estoque da dívida em novembro. Ele estimou que a dívida deva fechar o mês de novembro em torno de 58% do PIB. "É um quadro bastante traqüilizador", afirmou. O chefe do Depec também estimou que a dívida deve cair para ao redor de 57% do PIB ao final de 2002. Essa projeção leva em conta, segundo ele, uma taxa de câmbio entre R$ 3,50 e R$ 3,58 por dólar.Qual é o câmbio consideradoAltamir Lopes explicou que trabalhou com a taxa de câmbio entre R$ 3,50 e R$ 3,58 para projetar a dívida líquida do setor público em 57% do PIB no fim deste ano. Lopes também explicou que levou em conta na projeção apenas a meta de superávit primário de R$ 50,3 bilhões (3,88% do PIB). Ele esclareceu que a questão da dívida o que pesa mais é a variação do câmbio e não a variável do superávit primário. Aumento da dívida líquidaEm apenas 10 meses, a dívida líquida do setor público cresceu R$ 205,345 bilhões. Esse aumento corresponde a 6,69% do Produto Interno Bruto (PIB). De janeiro a outubro deste ano, a dívida saltou de R$ 660,867 bilhões para R$ 866,212 bilhões. A maior parte desse crescimento foi provocada pela desvalorização de 57,1% do real frente ao dólar nesse período. A alta do dólar sozinha foi responsável pelo crescimento de R$ 159,184 bilhões do estoque da dívida, o equivalente 11,01% do PIB. O impacto negativo da alta do dólar sobre as contas públicas este ano já é três vezes maior do que todo o esforço fiscal do setor público esse ano, que acumula nas suas contas um superávit primário de R$ 53,9 bilhões. O pagamento de juros elevou o estoque da dívida em mais R$ 87,016 bilhões. A dívida também aumentou R$ 12 bilhões com o reconhecimento de dívidas antigas, os chamados esqueletos. Do lado positivo, contribui para a redução da dívida esse ano o pagamento de R$ 3,63 bilhões de parcelas de privatização.

Agencia Estado,

28 de novembro de 2002 | 14h03

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