REUTERS/Pilar Olivares
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Resultado do leilão de petróleo ficou aquém do desejado, diz diretora da ANP

Segundo Magda Chambriard, baixa cotação de petróleo e a ausência da Petrobrás contribuíram para pouca procura de empresas de grande porte; agência vai estudar 'o que deu errado'

Antonio Pita, Fernanda Nunes e Mariana Durão, O Estado de S. Paulo

07 Outubro 2015 | 16h25

RIO -  A diretora-geral da  Agência Nacional de Petróleo (ANP), Magda Chambriard, reconheceu que o resultado final da 13ª Rodada de concessões de áreas de exploração de petróleo ficou "aquém do desejado". Para ela, o cenário de baixas cotações de petróleo e a ausência da Petrobrás contribuíram para a pouca adesão de empresas estrangeiras e de grande porte.

"Esperávamos participação maior de estrangeiras em águas profundas, não tivemos essa participação", afirmou a diretora, em entrevista coletiva sobre os resultados. "A Petrobrás é e tem sido grande locomotiva da exploração no País. Empresas estrangeiras querem e pleiteiam parceria com a Petrobrás de forma que essa pode ter sido uma das razões para as grandes petroleiras não terem participado. (...) Ter 14% dos blocos (arrematados) é um resultado aquém do desejado", completou.

A diretora avaliou que os preços internacionais de petróleo caíram à metade em menos de um ano, saindo de um patamar de US$ 100, em 2014, quando o leilão começou a ser planejado, para a faixa atual de US$ 50. "Não podemos fechar os olhos para esse cenário. O nível de preços impacta decisivamente no resultado. As empresas ficam mais moderadas e conservadoras na assunção de compromissos e novos portfólios", afirmou.

Segundo Magda, a agência reguladora considerava as áreas ofertadas "extremamente boas" e vai analisar "o que deu errado" na rodada. "O que deu errado nós vamos voltar para casa para analisar com cuidado. Não temos resposta", afirmou.

"Isso não quer dizer que estamos errados ou que as empresas estão erradas. Com os mesmos dados, equipes de geólogos enxergam diferentes oportunidades", ponderou. "Essas áreas eram consideradas pela ANP como extremamente boas. No Espírito Santo, empresas não adquiriram nada. O bloco onde tínhamos  previsão de maior bônus mínimo não foi arrematado", exemplificou.

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