Retaliação aos EUA no caso do algodão soma US$ 829 mi

O governo brasileiro anunciou ontem que a retaliação aos Estados Unidos em razão dos subsídios aos produtores de algodão poderá chegar a US$ 829,3 milhões e parte da sanção será na forma de imposto sobre a remessa de royalties de patentes e marcas. A Organização Mundial do Comércio (OMC) já autorizou a retaliação e o Itamaraty, a conta-gotas, aumenta a pressão sobre a Casa Branca. A demora do País em aplicar as sanções é vista como tentativa de ainda deixar espaço para uma saída pacífica para a disputa de mais de sete anos.

AE, Agencia Estado

22 de dezembro de 2009 | 09h13

Pela decisão da OMC, a retaliação dependeria do valor dos subsídios no ano em questão. Ontem, o Brasil afirmou que usaria 2008 como base. Pela projeção inicial do Itamaraty, o Brasil teria o direito de retaliar em US$ 800 milhões. Os americanos insistem que retaliação é de no máximo US$ 294 milhões. Agora, o cálculo final do Brasil apresentado ontem à OMC indica que a retaliação seria ainda acima da previsão original. Isso seria feito com base em mais de US$ 3 bilhões em subsídios dos americanos. O cálculo tem base em dados enviados pelos próprios americanos e mostra que os subsídios, no lugar de cair, subiram nos últimos anos.

Ontem, em reunião da OMC, o governo americano não recusou os números apresentados pelo Brasil, de US$ 829,3 milhões. Só afirmou que iria repassar os dados à Casa Branca. Do total da retaliação, US$ 561 milhões seriam aplicados sobre a importação de produtos americanos. Até fevereiro, o governo espera concluir a lista de produtos e setores que serão alvos da retaliação. Até lá, a esperança é que os setores envolvidos façam a sua avaliação. O restante da retaliação, cerca de US$ 268 milhões, seriam aplicados em patentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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