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Retirada de blocos da 9ª Rodada custará R$ 5 mi à ANP

A decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de retirar 41 blocos da 9ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) vai custar R$ 5 milhões aos cofres da reguladora. O valor foi pago pela aquisição de dados sobre as áreas excluídas por 24 empresas, de um total de 74 que se inscreveram para o leilão. A ANP habilitou 66 empresas mas, desde a decisão do CNPE, várias delas informaram que estão reavaliando sua participação no leilão.Em entrevista hoje no Rio, durante audiência pública para discutir questões ambientais das áreas a serem ofertadas na 9ª Rodada, o diretor da ANP Nelson Narciso disse que a agência não teme medidas judiciais que possam prejudicar o andamento da licitação, por conta da decisão do CNPE. "A decisão do governo é soberana", disse, reconhecendo, porém que a rodada perdeu parte de sua atratividade com a retirada dos blocos, apesar de terem restado áreas em águas rasas nas bacias de Santos, Campos e Espírito Santo, a serem ofertadas no leilão.Ainda segundo ele, na próxima quarta-feira a diretoria da ANP se reúne para discutir a retomada da 8ª Rodada de Licitações, que havia sido interrompida no ano passado por medida judicial. Segundo ele, a idéia é que o leilão seja realizado no primeiro trimestre de 2008.Amanhã, o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, será sabatinado pela Comissão de Infra-Estrutura do Senado para ser reconduzido ao cargo, já que seu mandato vence em dezembro. Com a recondução do diretor-geral, a agência estará ainda com uma vaga em aberto. Estariam cotados para o cargo os superintendentes de Fiscalização, Jefferson Paranhos, e de Abastecimento, Roberto Ardenghy.

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