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Retomada da construção é mais lenta que o previsto

Os índices de confiança da construção civil recuperaram-se lentamente, no último bimestre, depois de atingirem, no primeiro trimestre, o nível mais baixo dos últimos três anos, segundo a Sondagem da Construção, da FGV, divulgada segunda-feira. Trata-se de uma recuperação mais tênue do que se previa e ainda não consolidada, visto que a quase totalidade dos números da FGV ainda é negativa.

O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2013 | 02h09

Entre os trimestres março/maio de 2012 e 2013, o Índice de Expectativas (IE) foi o menos ruim (-1,9%). Nos trimestres terminados em março e abril, as quedas haviam sido, respectivamente, de 6,3% e 4,5%. Já o Índice de Situação Atual (ISA) atingiu -9,9% em março e -9,1% em abril, chegando a -7,1% em maio. O Índice de Confiança, calculado com base no IE e no ISA, foi de -4,3% em maio, após atingir -6,6% em abril e -7,9% em março.

De 12 segmentos analisados pela FGV, o desempenho mais favorável aparece em obras viárias, preparação de terreno e edificações, justificando a expectativa dos técnicos da entidade de que no trimestre em curso haverá uma aceleração da atividade. Das empresas consultadas, 35,7% esperam um aumento da demanda nos próximos três meses (junho a agosto), porcentual muito semelhante ao registrado em maio do ano passado (36,3%). Apenas 5,7% das companhias esperam redução do nível de atividade.

Para reduzir a dependência do segmento residencial, muitas construtoras estão investindo em empreendimentos multifuncionais (que conjugam escritórios, residências e áreas de entretenimento), shoppings e hotéis. Outras concentram seus projetos em edifícios comerciais, mas os valores dos aluguéis tendem à queda, inclusive nos pontos mais valorizados da capital.

Apesar da desaceleração da atividade, que foi expressiva em 2011 e 2012, os preços pedidos pelos imóveis à venda ainda subiram 1,1% entre março e abril e 1% entre abril e maio. Mas há uma tendência de acomodação dos preços que é favorável para o comprador final e permite às empresas planejar melhor os lançamentos, evitando encalhes.

O indicador mais favorável para a construção civil veio do IBGE: em abril, a produção de insumos típicos do setor cresceu 9,7% em relação a abril de 2012. O segmento, afinal, é crucial para a taxa de investimento. Confirmada a retomada, haverá efeitos positivos em toda a cadeia da construção, que inclui projetos, insumos básicos, mobiliário e crédito.

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