Retomada da economia gerou arrecadação recorde, diz Receita

Melhora da atividade foi o principal fator para a forte expansão da receita do governo em novembro

Sandra Manfrini, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2009 | 12h42

A retomada da atividade econômica foi o principal fator que contribuiu para a arrecadação de impostos e contribuições federais no mês de novembro. "Em novembro, entramos num período de reversão. A recuperação da atividade econômica se reflete na arrecadação e esperamos que essa recuperação passe a ser maior", disse o coordenador-geral de Estudos, Previsão e Análise da Receita Federal, Raimundo Eloi de Carvalho.

 

Em novembro, a arrecadação total de impostos e contribuições federais somou R$ 72,090 bilhões, o melhor resultado mensal do ano e a maior arrecadação para os meses de novembro da história. Somente as receitas administradas pela Receita Federal somaram R$ 66,697 bilhões, um aumento real (a preços corrigidos pelo IPCA) de 19,36% ante novembro de 2008. Segundo Carvalho, mesmo se excluídos os valores arrecadados com depósitos judiciais (R$ 2,1 bilhões) e com os parcelamentos do Refis da crise (R$ 3 bilhões), ainda assim, a arrecadação das receitas administradas teria um crescimento real de 9%.

 

"Esse é o primeiro mês que nós podemos dizer que, retirando os valores pontuais (depósitos judiciais e parcelamento do Refis), tivemos um crescimento positivo", disse Carvalho, lembrando que, em outubro, essa arrecadação extra ainda foi fundamental para o resultado final da arrecadação. Ele acrescentou que o movimento de novembro foi muito importante porque confirma a "reversão do quadro de queda da arrecadação que começou em novembro de 2008", com os efeitos da crise financeira internacional.

 

No acumulado do ano, a arrecadação tributária soma R$ 624,420 bilhões, uma queda real ainda de 3,99%. No entanto, Carvalho destacou que essa queda no acumulado, que vinha em torno de 7%, caiu em novembro e que a tendência é que ela seja menor em dezembro, podendo até mesmo zerar as perdas em relação ao ano de 2008. "Se vai recuperar não dá para dizer, mas ou teremos um empate (ante 2008) ou o porcentual de queda vai ser menor", disse.

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