Retomada das obras de Angra III fica para o próximo governo

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) transferiu para o próximo presidente da República a decisão sobre a retomada ou não das obras da Usina Nuclear Angra III. A determinação foi anunciada hoje pelo ministro de Minas e Energia, Francisco Gomide, após a reunião do Conselho. Segundo Gomide, o CNPE concluiu que será necessária a adoção de uma série de providências antes de a proposta de retomada das obras de Angra II ser analisada. "Há providências que precisam ser tomadas para que a decisão seja prudente. Não há jogo de empurra", afirmou o ministro.Entre as providências a serem tomadas, Gomide informou que deverá ser escolhido um local que funcionará como depósito definitivo para os rejeitos nucleares que já estão sendo produzidos pelas Usinas Nucleares Angra I e II. Além disso, o ministro disse que a Eletronuclear - responsável pelas usinas - também deverá cumprir as determinações dos órgãos ambientais referentes às duas usinas antes de obter a licença ambiental de Angra III. O CNPE determinou que a Eletrobrás apresente uma proposta formal de financiamento da nova usina. Segundo Gomide, foi determinada ainda a organização de um fundo de para a retirada de operação (descomissionamento) das usinas de Angra I e II. Caberá a este fundo que custear a desmontagem das duas usinas quando acabar a vida útil delas. Gomide informou ainda que tais providências deverão estar tomadas até maio do próximo ano quando o CNPE irá discutir novamente a retomada ou não das obras de Angra III.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.