Retomada de bens em caso de inadimplência será facilitada

Ministro Guido Mantega atende antiga reivindicação de bancos e agiliza autorização do cliente para retomada de bens em caso de inadimplência

Laís Alegretti, Adriana Fernandes, Renata Veríssimo , O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2014 | 16h12

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quarta-feira, 20, uma nova medida para fortalecer o mercado de crédito, atendendo a uma antiga reivindicação do setor financeiro. A mudança facilita a retomada de bens financiados, como veículos e motocicletas. 

"Recentemente a inadimplência no crédito de automóveis aumentou. Essa inadimplência já caiu, mas algumas instituições tiveram dificuldade de retomar o bem em caso de inadimplência", justificou o ministro. 

Mantega disse que o governo criará agora uma modalidade em que o tomador de crédito pode dar uma autorização expressa para retomada do bem. Antes, as instituições tinham dificuldade para fazer essa retomada de bens com a chamada alienação fiduciária. 

"Quando tiver contratando o crédito, o tomador vai optar ou não por uma retomada do bem no caso de inadimplência. Com isso, ele terá mais chance de ter o crédito, porque hoje os bancos ficaram mais restritivos por causa da insegurança. E, como é mais garantido, tem chance de reduzir o custo do crédito", disse o ministro. 

Mantega afirmou que o Brasil tem hoje o juro real em um dos menores patamares da série histórica, em torno de 4,8%. Ele lembrou que já foi de até 30%. "O juro tem que ser flutuante mesmo, ao sabor da política monetária", completou. Questionado se há expectativa de o juro ao consumidor cair, Mantega disse que as medidas barateiam custo para instituição financeira, que podem reduzir o seu spread. "Quando aumenta segurança jurídica, também pode reduzir spread. Então pode diminuir juro cobrado do consumidor. Claro que isto é uma decisão do sistema financeiro. Estamos criando as condições para que isso aconteça", disse, acrescentando que é um mercado livre e que cabe ao governo criar condições para que a taxa de juro possa baixar. 

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