Retomada do consumo e risco Brasil preocupam BC, aponta ata

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve a Selic ? a taxa básica de juros ? em 16,5% ao ano, ressaltou a preocupação com a permanência da inflação em níveis elevados. Para justificar esta preocupação, o Comitê destacou o cenário de continuidade da retomada do consumo e o aumento do risco Brasil ? taxa que mede a confiança dos investidores estrangeiros na capacidade de pagamento da dívida do País.Segundo a ata, "o crescimento das vendas industriais superou o crescimento da produção pelo terceiro mês consecutivo". Aliado a isso, o rendimento real, o crédito e a confiança reforçam a idéia de que as perspectivas são positivas em relação à recuperação da economia brasileira.No cenário observado pelos diretores do Banco Central (BC), a demanda permanece aquecida e supera a produção. Regra geral, uma oferta menor que a demanda abre espaço para uma pressão de alta sobre os preços, impulsionando para cima os índices de inflação. Já o risco Brasil, que subiu quase 100 pontos-base entre as reuniões de janeiro e fevereiro do Comitê, afeta indiretamente o comportamento dos índices inflacionário. Isso porque esse risco é uma taxa que exprime o prêmio que os investidores estrangeiros pedem para negociar títulos da dívida brasileira. Por conseqüência, esse juro influencia as taxas que as empresas pagam para a captação de recursos no exterior, o que afeta diretamente o custo das empresas e a formação de preços de seus produtos.

Agencia Estado,

26 de fevereiro de 2004 | 16h04

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