Retomada do crédito não chega ao consumo

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, tem dito que a oferta de crédito no Brasil já voltou aos níveis que antecederam o aprofundamento da crise global, em setembro do ano passado. No entanto, uma análise que vá além dos números agregados - divulgados pela instituição todos os meses - mostra uma realidade nada confortável em algumas faixas. Essa é uma da razões que têm levado empresários e analistas a projetar forte desaceleração das vendas do comércio em 2009.No último trimestre do ano passado, as novas concessões de empréstimos para pessoas físicas caíram 4,9% em relação a igual período de 2007, no cálculo livre das influências sazonais. Para as pessoas jurídicas, o recuo foi de 2,5%, segundo o chefe do Departamento Econômico da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, que fez o levantamento. ?As novas concessões revelam que não houve melhora?, disse. O estoque, argumenta, é uma medida imprecisa porque tende a crescer por causa do juro embutido no financiamento. Nessa medição, o BC apontou alta de 2,9% em outubro, 2% em novembro e 0,9% em dezembro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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