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Retomada do grau de investimento será tarefa árdua

País precisa parar de piorar, antes de discutir como voltar a obter selo de bom pagador, diz Livio Ribeiro, do Ibre/FGV

Luiz Guilherme Gerbelli, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2015 | 03h00

A tarefa do Brasil para voltar a ser um país considerado grau de investimento será árdua. Tanto a Standard and Poor’s (S&P) como a Fitch colocaram a nota do País em BB+ com perspectiva negativa. Ou seja, atualmente, é mais provável que a economia brasileira caia mais um degrau, para BB, do que volte à posição anterior, quando o País detinha o selo de bom pagador.

“Antes de fazer a discussão de como retomar o grau de investimento, é preciso fazer a discussão de como fazer o País parar de piorar”, afirma Livio Ribeiro, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

Na avaliação dele, é preciso que o País cumpra o ajuste fiscal proposto e que haja uma diminuição no ruído da comunicação do governo.

“Existe uma visão equivocada de que basta uma economia crescer muito para que tudo se resolva”, afirma Ribeiro. “Isso é verdade quando o crescimento vem associado a um bom cenário macroeconômico. Ou seja, forçar um crescimento na marra pode dar um respiro de curto prazo, mas vai ampliar os desequilíbrios da economia brasileira”, afirma o economista.

Um levantamento feito pelo banco Santander com base nas decisões da S&P mostrou que, de 136 países, apenas 19 perderam o selo de bom pagador. Desse grupo, seis conseguiram voltar ao time das economias com grau de investimento: Colômbia, Uruguai, Romênia, Eslováquia, Letônia, e Coreia do Sul.

Volta. Na média, os países levaram seis anos para reconquistar a posição. Num extremo positivo, a Coreia do Sul precisou de apenas um ano e, no outro extremo, a Colômbia levou 12 anos para retomar o selo de bom pagador (leia o quadro acima).

“Retomar o grau de investimento não é uma coisa para o ano que vem. Pode levar quatro, cinco anos”, afirma José Roberto Mendonça de Barros, sócio da consultoria MB Associados e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

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