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Retomada se amplia na indústria

Sondagem da CNI indica expansão em 21 de 27 setores

Lu Aiko Otta, O Estadao de S.Paulo

07 de julho de 2027 | 00h00

A retomada da atividade econômica atinge um número maior de setores, segundo aponta a pesquisa Sondagem Industrial, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa perguntou a 1.714 empresas se seu nível de atividade havia crescido, diminuído ou ficado estável no segundo trimestre. A resposta foi crescimento em 21 de 27 setores consultados. Em igual período de 2006, o desempenho positivo só era registrado em oito setores.''''Os resultados apontam para a consolidação do crescimento da indústria'''', afirmou o gerente da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, acrescentando que há risco de reversão, porém baixo.O processo vem sendo puxado pela expansão do consumo no mercado interno. Os resultados da pesquisa são apresentados num sistema de pontos, onde resultados acima de 50 indicam desempenho positivo e abaixo de 50, negativos.Por esse sistema, a produção da indústria atingiu 56,2 pontos no segundo trimestre, ante 49 pontos em igual período de 2006. O indicador de emprego chegou a 52,6 ante 48,8 pontos em 2006. A perspectiva de desempenho para os próximos seis meses chegou a 60,7 pontos, o que indica forte otimismo.Além de mais espalhado, o aquecimento da atividade econômica chegou às micro e pequenas empresas, segmento que menos reagia à melhora do cenário interno. No primeiro trimestre, a produção delas estava em 46,2 pontos e agora está em 52,6 pontos.O problema é o mercado externo. Setores voltados às exportações e com grande quantidade de empregados, como o de couros, madeiras e calçados, estão entre os que tiveram pior desempenho no segundo trimestre. Porém, a expectativa para as exportações é negativa para a indústria como um todo. A perspectiva do comércio exterior na segunda metade de 2007 ganhou nota 47,3, ante 48,9 pontos no primeiro trimestre.''''Esse (o câmbio) é um assunto que precisa ser acompanhado e estudado'''', alerta Fonseca. ''''O perigo é o governo impor uma mudança estrutural na indústria devido a razões conjunturais. Quando as razões conjunturais acabarem, vamos querer recuperar a indústria e isso vai ser mais difícil.''''

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