André Dusek/Estadão
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Retomar grau de investimento vai levar 'um pouco mais de tempo', diz Meirelles

A empresários, ministro da Fazenda afirmou que revisão da classificação de risco do Brasil vai acontecer 'na hora certa'

André Ítalo Rocha e Altamiro Silva Jr., Broadcast

22 de fevereiro de 2017 | 16h45

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quarta-feira, 22, que o Brasil está na direção certa para voltar a ter o grau de investimento das agências de classificação de risco, mas reconheceu que este é um processo que vai "demandar um pouco mais de tempo".

"Estamos no caminho certo, é questão de tempo, tudo isso vai acontecer", disse o ministro. "As agências de rating, corretamente, são conservadoras. Normalmente, elas não têm pressa. Eu faço o meu trabalho, o meu dever de casa e eu deixo que as agências façam o trabalho delas. Na hora certa elas vão reconhecer", acrescentou Meirelles, ressaltando que teve a felicidade de fazer parte do governo, como presidente do Banco Central, quando o Brasil ganhou o grau de investimento das principais agências.

Meirelles falou aos participantes de um evento promovido pelo banco BTG Pactual em São Paulo, a maioria investidores e empresários, sobre as reformas estruturais e as medidas microeconômicas que o governo têm preparado. 

O ministro destacou que muitas das medidas têm a intenção de facilitar a produtividade e o ambiente de negócios no Brasil, citando como exemplo a redução do tempo de registro de empresas para três dias. Segundo ele, em muitos países, o nível de renda média per capita está diretamente ligado à facilidade de produzir.

Meirelles evitou cravar se o País saiu ou não da recessão, preferindo dizer que os brasileiros estão sentido, hoje, os efeitos da crise, como o nível de desemprego ainda elevado. "Há uma certa defasagem do emprego em relação à economia. Vamos começar a ver uma melhora do emprego mais à frente", disse. 

Ressaltou, no entanto, que alguns indicadores de atividade já estão reagindo, dando como exemplo o fluxo de transporte de carga nas estradas que cobram pedágio. 

Emprego. A jornalistas, Meirelles disse que a taxa de desemprego no Brasil está altíssima e é inaceitável, mas a atividade econômica começa a mostrar alguns sinais de reação. 

O ministro lembrou que o impacto no mercado de trabalho ocorre com certa defasagem em relação ao processo de retomada da atividade econômica. Ele citou que, em 2014 a economia começou a mostrar sinais de enfraquecimento e a taxa de desemprego demorou um tempo para subir. "Vamos começar a sentir a melhora do emprego mais à frente", disse.  

No momento, Meirelles frisou que o que ainda se vê é o impacto de dois anos de forte recessão, com alta da taxa de desemprego e empresas endividadas, mas este quadro começa a se modificar. "Já vemos indicadores importantes que mostram que a atividade econômica está reagindo", completou. "Os efeitos disso não são imediatos."

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