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Retração da indústria de SP pode chegar a 7% em 2016, diz Fiesp

Queda da demanda e crise política podem levar a entidade a rever projeção atual para o setor, que aponta recuo de 5,3% neste ano

Suzana Inhesta, O Estado de S.Paulo

31 Março 2016 | 17h40

A atividade da indústria paulista pode ter queda mais acentuada do que o projetado para o ano. Segundo o diretor titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), Paulo Francini, a projeção atual da entidade aponta retração de 5,3% no Indicador de Nível de Atividade (INA), após recuos de 6,2% em 2015 e de 6,0% em 2014."Mas do jeito que está a situação, essa queda pode chegar a até uns 7%", ponderou.

Francini destacou que há um ambiente de demanda interna fraca e um mercado de trabalho ruim, e salientou também que a instabilidade política gera um grande grau de dúvida na sociedade como um todo. "Nesse quadro, quem é que vai comprar? Qual empresário vai investir? Quem concederá crédito?", indaga.

Em fevereiro, o INA recuou 1,7% ante janeiro, na série com ajuste sazonal. Na comparação com fevereiro do ano passado, o indicador apresentou queda de 10,7% e no acumulado do primeiro bimestre, a retração é de 11%.

Quem está sentindo mais a retração na atividade é a indústria da transformação. "A exportação ajuda, mas não tem força para reverter o quadro de queda", ressalta. 

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