Reunião acabou com sinais 'animadores', diz porta-voz da OMC

Segundo Keith Rockwell, sessão entre seis países mais União Eúropéia deu como resultado 'idéias interessantes'

Efe,

25 de julho de 2008 | 13h48

A reunião realizada nesta sexta-feira, 25, entre seis países e a União Européia para buscar uma aproximação sobre as discussões da Rodada de Doha acabaram com "sinais animadores" sobre a continuidade da negociação, realizado pelo quinto dia, segundo o porta-voz da Organização Mundial do Comércio (OMC), Keith Rockwell. Veja também:Rodada Doha: entenda o que está em jogo em Genebra UE oferece ao Brasil acordo sobre etanol na OMC'Próximas 24 horas são cruciais', diz diretor-geral da OMCBrasil terá que convencer Índia e Argentina por acordo na OMCEntenda a crise dos alimentos   A sessão entre União Européia (UE), Brasil, Índia, EUA, China, Austrália e Japão deu como resultado "idéias interessantes", que vão transmitir em uma nova reunião com um grupo maior de países envolvidos na reunião da OMC, segundo Rockwell. O porta-voz destacou, sobre a reunião, que foram horas "produtivas" de trabalho, com um espírito de cooperação, com "sinais animadores" diante da negociação. A evolução das negociações, ao passar de sessões restritas a alguns países e à UE a discussões entre um grupo mais amplo de membros da OMC, poderia ser um sinal positivo dentro das conversas para a abertura de mercados agrícolas e industriais, que começaram nesta sexta com o temor de um fracasso. 'Dia crucial' O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que esta sexta-feira é "um dia crucial" para saber se as negociações da Rodada do Desenvolvimento de Doha continuam ou não, diante do risco de que esse acordo continue bloqueado. Amorim afirmou que "pode imaginar um êxito, mas para isso é preciso ter muita imaginação". Além do chanceler brasileiro, os representantes da União Européia (UE) e Índia deram declarações à imprensa, ao início da reunião que realizam com outros países considerados chave (EUA, China, Austrália e Japão) no quinto dia de negociações em Genebra para buscar um acordo e salvar a Rodada de Doha. Segundo fontes diplomáticas, embora o Brasil esteja mantendo uma postura forte nas discussões com a UE e os EUA, a Índia é o ator que complica um acordo, com uma posição mais dura e novas exigências. O ministro do Comércio indiano, Kamal Nath, negou esse ponto e ressaltou que "a Índia mostrou flexibilidade nos últimos dias e nos últimos quatro anos". Nath indicou, nesse sentido, que a Índia reduziu nos últimos anos sua proteção aos produtos industriais, o que representou um aumento de 70% nas exportações dos EUA a esse mercado e de 33% no caso dos envios da UE. "Temos que garantir que o resultado sirva ao objetivo da Rodada de Doha (o benefício das economias dos países em desenvolvimento)" e, neste ponto, Nath exigiu à UE e aos EUA que cedam para reduzir o apoio a seus agricultores, "que distorcem o comércio".

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