Reunião com a TIM foi tensa, diz Anatel

Operadora, que será obrigada a interromper as vendas de novos chips em 18 Estados e no DF, já informou que irá à Justiça para tentar reverter a decisão da agência

Anne Warth, da Agência Estado,

20 de julho de 2012 | 11h38

O superintendente de Serviços Privados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Bruno Ramos, afirmou que a reunião com a diretoria da TIM, na tarde de quinta-feira, 19, foi "tensa". A empresa será obrigada a interromper as vendas e ativações de novos chips a partir de segunda-feira, 23, em 18 Estados e no Distrito Federal, por determinação da agência. "Eles acham que não deveriam ser punidos", afirmou o superintendente. Ele afirmou, porém, que a empresa tem direito a recorrer à Justiça.

A operadora já informou que entrará com mandado de segurança para não ser forçada a interromper as vendas. Em nota, a empresa considerou a punição excessiva e avaliou que a decisão provoca um desequilíbrio na competitividade do mercado. A operadora foi a que sofreu a maior punição: a Claro foi suspensa em 3 Estados, e a Oi, em 5.  

Segundo Ramos, a diretoria da empresa já pediu uma nova reunião com a área de fiscalização da Anatel na segunda-feira. A Claro, suspensa em três Estados, também se reuniu com a agência ontem. Ambas as empresas apresentaram ontem a primeira versão do plano de investimentos exigido pela Anatel. Neste momento, a diretoria da Oi está reunida com a agência.

O superintendente prevê a realização de reuniões diárias com as companhias na próxima semana, mas a liberação das vendas só ocorrerá depois que os planos sejam adaptados às determinações da agência. "Quando você apresenta um documento ao órgão regulador, eles têm que estar alinhado ao que queremos. Elas terão que fazer ajustes", afirmou. Segundo Ramos, as empresas apresentaram planos de investimento anual, mas a agência exigiu que eles sejam mensais. Além disso, pediu um maior detalhamento dos dados apresentados sobre tempo e qualidade das chamadas.

A expectativa da Anatel é que os investimentos a serem apresentados pelas empresas tenham efeito imediato na melhoria do atendimento aos consumidores nos call centers. Em relação às redes, a melhora será gradual, ao longo dos próximos dois anos, admitiu o superintendente. 

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