Reunião da OMC será vital para 1,2 bilhão de pobres, diz Wolfowitz

A próxima reunião da Organização Mundialdo Comércio (OMC), no mês de dezembro, em Hong Kong, será crucial para aliviar a situação de 1,2 bilhão de pobres no mundo, indicou nesta terça-feira o presidente do Banco Mundial, Paul Wolfowitz. "Quero ressaltar a extrema importância da reunião. Não exagero quando digo que (a reunião) tem a chave para melhorar a situação de 1,2 bilhão de pessoas que vivem na pobreza no mundo", assinalou Wolfowitz em entrevista coletiva ao referir-se à abertura dos setores agrícolas nos países desenvolvidos. A Rodada de Doha está estagnada por causa da negativa dos países desenvolvidos, entre eles EUA e os da União Européia (UE), em pôr fim aos subsídios à agricultura e diminuir as tarifas para os produtos agrícolas das nações mais pobres. A Comissão Européia propôs na semana passada reduzir 70% das ajudas agrícolas internas, uma oferta mais ambiciosa que os 60% oferecidos pelos Estados Unidos. Quanto ao acesso a mercados, Bruxelas apóia uma redução de tarifas que afetam produtos muito sensíveis. Catorze países liderados pela França criticaram estas concessões. "Os países desenvolvidos têm que abrir seus mercados agrícolas. Mas os que estão em vias de desenvolvimento, como China, Índia e Brasil, têm que reduzir barreiras às manufaturas, agricultura e serviços", assinalou Wolfowitz. Esta é a primeira viagem de Wolfowitz à China como presidente do Banco Mundial. Wolfowitz elogiou o esforço da China para tirar da pobreza 400milhões de cidadãos e defendeu a ajuda que o Banco Mundial presta ao país asiático. Pequim acaba de concluir sua segunda missão espacial tripulada e conta com uma das maiores reservas de divisasdo mundo. O Banco Mundial estima que a China conte com 18% dos pobres do mundo (com uma renda de menos de um dólar diário).

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