Reunião de líderes termina sem acordo sobre votações

Em um clima acirrado de disputa entre deputados governistas e de oposição, terminou sem resultado a reunião de líderes partidários com o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PcdoB-SP), para tentar um acordo para destrancar a pauta da Casa.Sem acordo, não deverá haver votações na sessão desta terça-feira da Câmara, segundo dia do esforço concentrado do Congresso. O PT e os partidos da base deverão obstruir a votação da medida provisória que reajusta o valor da aposentadoria em 5%, mantendo a estratégia que vêm adotando desde o dia 7 de junho, quando essa MP começou na ser votada. O temor do governo é que a oposição consiga aprovar uma modificação da MP aumentando o índice de reajuste para 16,67%.No final da reunião de líderes, ficou demonstrado que o governo não tem número de votos para derrubar o índice maior de reajuste e manter os 5% previstos na MP original do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em decorrência disso, os governistas não querem que a votação seja nominal, quando os deputados registram os votos no painel eletrônico. O PFL insiste na votação nominal. O governo quer que a votação seja simbólica, quando não há identificação dos votos dos deputados."O governo não conseguiu convencer seus deputados a votar contra os aposentados", afirmou o líder do PFL, deputado Rodrigo Maia (RJ). "Todo mundo quer acabar com o voto secreto, mas o acordo proposto pelo governo é como um voto secreto para a maioria dos parlamentares", sustentou Maia, reafirmando sua posição contra a alternativa de votação simbólica.

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