Reunião do Copom já é a mais longa desde 2001; mercado estressado

A reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) prosseguia às 15h20, chegando perto de completar quatro horas ? a reunião começou às 11h27. Esta é a segunda reunião do Copom realizada no governo Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa do mercado é que, como na primeira, o Copom deverá decidir por um aumento na taxa Selic, a taxa de juros básica da economia brasileira, como forma de combater a inflação.A reunião de hoje já é a mais longa desde a realizada em dezembro de 2001, quando o Copom ainda se reunia no período da tarde e no qual a autoridade monetária optou pela estabilidade da Selic em 19% ao ano. Demoras como essa costumam ser atribuídas ao grau das discussões entre os diretores do Banco Central sobre as decisões de política monetária a serem anunciadas. Mercado estressadoA demorada reunião do Copom está deixando os operadores a flor da pele. Os negócios ficaram semiparalisados, pois o atraso no anúncio da nova Selic dificulta a formação de preços dos ativos financeiros. Na avaliação dos traders, o atraso significa falta de consenso entre os membros do comitê, o que é um mau sinal. Pouco antes das 15h30, o Ibovespa recuava 1,86%, para a mínima pontuação do dia (10.255 pontos), com volume financeiro de R$ 249 milhões. O dólar comercial subia 0,64%, para R$ 3,615. Na BM&F, o DI julho estava próximo à máxima, projetando taxa de 28,15% ao ano.

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