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Reunião do FMI e do BM termina à sombra do golpe na Tailândia

O Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial encerraram nesta quarta-feira sua Assembléia Anual em Cingapura, que termina com uma ligeira alteração na estrutura de poder do Fundo, a aprovação de um plano anticorrupção e à sombra de um golpe de estado na Tailândia.No que parece uma ironia do destino, quase 10 anos depois da reunião de setembro de 1997, em Hong Kong, em plena crise asiática, a região volta a mostrar sinais de instabilidade.A notícia do golpe chegou poucos dias depois de o Fundo elogiar a "vibrante expansão" asiática. Diversos economistas garantiram que a região estaria preparada para manter a economia global flutuando, se os EUA desacelerassem mais que o previsto.Os riscos políticos e seu potencial impacto econômico foram ignorados pelo discurso oficial, concentrado em elogiar os ganhos econômicos da Ásia.Mesmo assim, Daniel Kaufman, diretor de programas globais do Instituto do Banco Mundial, que organiza cursos de capacitação para o desenvolvimento, afirmou nesta quarta-feira que o último relatório sobre bom Governo divulgado na semana passada em Cingapura mostrava um elevado risco político na Tailândia.O país recebeu 29 pontos numa escala de um a 100 na categoria de "estabilidade política", abaixo dos 84 de Cingapura, 62 da Malásia, 39 da China e 59 do Vietnã.À espera da evolução dos eventos, o diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato, disse nesta quarta-feira que, por enquanto, o golpe na Tailândia não teve impacto sobre o sistema financeiro. Mas acrescentou que o órgão vigia a situação "de forma muito próxima".RenovaçãoAlém do evento inesperado, que forçou a partida adiantada dos membros da delegação tailandesa, a cúpula que termina nesta quarta-feira abriu o processo de renovação do FMI.O Fundo e o Banco Mundial iniciaram sua caminhada em 1944, com o objetivo de ajudar a reconstruir uma Europa arrasada pela Segunda Guerra Mundial. No caso do Fundo, outro objetivo era supervisionar a estabilidade do sistema cambial.As duas instituições aos poucos adquiriram novas funções. Tornaram-se guardiãs do desenvolvimento econômico e da estabilidade financeira. Mas viram suas responsabilidades diminuírem nos últimos anos, à medida que o funcionamento de mercados e instituiçõesfinanceiras melhorava.A missão do Banco de dar dinheiro aos pobres e conselhos sobre a administração de suas economias também tem recebido críticas. Conservadores de todo o mundo dizem que o enfoque cria mais problemas do que soluções. A esquerda, por sua vez, se queixa de que os países em desenvolvimento não recebem os fundos necessários ealém disso, da falta de controle sobre a forma como gastam o dinheiro.O Fundo e o Banco insistiram esta semana que chegou o momento de sua refundação. O FMI decidiu dar mais de peso à China, México, Turquia e Coréia do Sul, os países com menor representação em relação ao seu Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, se comprometeu a continuar o processo, para que o mundo em desenvolvimento tenha mais voz e representação na entidade.Os 184 membros do Banco, por sua vez, deram sinal verde a uma estratégia para lutar contra a corrupção nos países pobres.O órgão, dirigido pelo americano Paul Wolfowitz, insistiu em seu papel relevante os países de renda média, aos quais afirmou que pode oferecer uma "valiosa" assessoria.Além das reformas, foi notícia também a decisão de Cingapura de proibir a entrada de 28 ativistas. O veto provocou um conflito, com o Banco e o Fundo criticando abertamente o Governo do país. Cingapura cedeu e permitiu a entrada a 23 dos 28 vetados.

Agencia Estado,

20 de setembro de 2006 | 07h56

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