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Pablo Ramon/EFE
Pablo Ramon/EFE

Reunião do G-20 em Buenos Aires tem forte esquema de segurança e protesto contra o FMI

Ao todo, mais de 50 chefes de delegação participam da reunião, segundo o comunicado oficial

Altamiro Silva Junior, enviado especial, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2018 | 15h03

BUENOS AIRES - Com forte esquema de segurança, ruas e estações do metrô fechadas, começou na manhã deste sábado na capital da Argentina a reunião ministerial do G-20, grupo dos países mais ricos do mundo. Partidos e organizações sociais de esquerda, incluindo a Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT), realizaram um protesto perto do local do encontro, contra o pedido de ajuda da Casa Rosada ao Fundo Monetário Internacional (FMI), de US$ 50 bilhões.

A reunião do G-20 é realizada a portas fechas no Centro de Exposições e Convenções, no bairro da Recoleta. Várias ruas próximas estão fechadas para veículos, com forte presença de policiais, viaturas e grades de proteção. Estações de metrô próximas ao local também estão fechadas. O encontro ocorre pela segunda vez este ano na Argentina porque o país está na presidência rotativa do G-20 em 2018.

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Entre as autoridades presentes na reunião ministerial, estão a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, e o ministro das Finanças da Argentina, Nicolas Dujovne. Pelo Brasil, estão o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Ao todo, mais de 50 chefes de delegação participam da reunião, segundo o comunicado oficial.

No protesto deste sábado, cerca de 300 manifestantes carregavam cartazes com frases como "fora Lagarde", "fora o FMI", "não ao pagamento da dívida" e gritavam palavras contra o acordo de Macri com o Fundo. Em troca da liberação dos US$ 50 bilhões, a instituição exigiu um ajuste fiscal do país. A Casa Rosada prometeu reduzir o déficit fiscal, esperado para ficar em 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, para 1,3% em 2019.

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Lagarde chegou em Buenos Aires ontem (20) e já foi recebida com protestos pelas ruas de Buenos Aires. Manifestantes usavam camisetas azuis com as frases "não ao FMI". A dirigente do FMI disse hoje estar confiante que as medidas postas em prática para resolver a crise argentina devem fazer o Produto Interno Bruto (PIB) do país se recuperar em 2019 e 2020. "O governo tem mostrado até agora forte compromisso em implementar as medidas", disse ela. A primeira tranche dos recursos do pacote de socorro do FMI, de US$ 15 bilhões, foi liberada para a Argentina em 22 de junho.

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