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Reunião do G20 avança pouco sobre financiamento ambiental

No mês que vem haverá uma importante cúpula da ONU para discutir o meio-ambiente em Copenhague

TONI VOROBYOVA E ANNA WILLARD, REUTERS

07 de novembro de 2009 | 18h20

Os países ricos e em desenvolvimento discutiram o problema das mudanças climáticas no sábado, mas não conseguiram avançar no tema. No mês que vem haverá um importante encontro para discutir o meio-ambiente em Copenhague.

O Reino Unido, que foi anfitrião de um encontro de ministros das finanças do G20 na Escócia, estava determinado a avançar num acordo de 100 bilhões de dólares para cobrir os custos do controle das mudanças climáticas até 2020.

Mas as negociações enfrentaram problemas por causa de uma disputa com grandes países desenvolvidos sobre quem vai pagar a conta.

"Houve uma discussão acalorada", disse o ministro das Finanças russo, Alexei Kudrin. "Eu acho que devemos ser muito cuidadosos ao abordar a possibilidade de acumular novos compromissos sobre os países em desenvolvimento já que isso pode frear outras tarefas cruciais como a erradicação da pobreza."

As discussões sobre mudanças climáticas duraram horas e uma autoridade francesa disse que o debate foi tão intenso que houve o risco de que o comunicado final do encontro sequer mencionasse o tema da mudança climática.

No fim, eles concordaram sobre a necessidade "de aumentar significativamente e com urgência a escala e a previsibilidade das finanças para implementar um ambicioso acordo internacional."

Líderes da União Européia concordaram em outubro que países em desenvolvimento precisariam de 100 bilhões de euros por ano até 2020 para lutar contra as mudanças climáticas.

De 22 bilhões a 50 bilhões de euros do total virão dos cofres públicos de países ricos do mundo todo e espera-se que a União Européia forneça de 20 a 30 por cento desse valor.

"É um pouco decepcionante porque gostaríamos de ter avançado um pouco mais", disse a ministra da Economia francesa, Christine Lagarde, acresentando que a oferta da Europa é "substancial".

Pedra no caminho

A China costuma ser apontada como principal obstáculo ao acordo porque argumenta que países em desenvolvimento não deveriam se submeter a limites para a emissão de carbono enquanto tentam reduzir a pobreza.

Por sua vez, a China e outros países emergentes dizem que os países ricos fizeram muito pouco quando se trata de promessas de cortar suas próprias emissões de gases que causam efeito estufa e de oferecer ao terceiro mundo dinheiro e tecnologia para lidar com o aquecimento global.

"Não avançamos o quanto gostaríamos", disse o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble. "Não chegamos a um acordo. Ainda há trabalho a fazer. Espero que todo mundo saiba que Copenhague não pode ser um fracasso."

Uma fonte européia disse que também havia frustração em Saint Andrews com a posição dos Estados Unidos, que estavam em cima do muro sobre o assunto de financiamento de esforços para evitar mudanças climáticas.

Um encontro de 175 países das Nações Unidas em Barcelona terminou na sexta-feira com pouco progresso em relação a um acordo mundial sobre mudanças climáticas, mas ao menos reduziu o número de opções em relação à ajuda aos pobres para se adaptarem às mudanças climáticas, ao compartilhamento de tecnologias, ao desmatamento e à redução de emissões.

A última reunião preparatória da Organização das Nações Unidas para a cúpula de Copenhague reabriu um conflito entre os ricos e pobres sobre o compartilhamento do peso dos limites à emissão de gases causadores do efeito estufa. A reunião também reviveu críticas aos EUA por não fazerem uma oferta formal de redução de suas emissões de carbono.

Aproximadamente 40 líderes mundiais vão a Copenhague no mês que vem para melhorar as chances de se realizar um acordo para controlar as mudanças climáticas, disse a ONU.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, em seu discurso aos enviados do G20, disse que o problema da mudança climática é um teste para a cooperação global tão sério quanto a crise financeira mundial.

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