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Reunião entre aeroviários e empresas aéreas termina sem acordo

Encontro durou mais de três horas; setor pode sofrer paralisação no próximo dia 23

Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

21 de dezembro de 2010 | 18h07

Após mais de três horas de reunião no Ministério Público do Trabalho, aeronautas e aeroviários não chegaram a um acordo com as companhias aéreas para evitar a paralisação do setor na próxima quinta-feira, dia 23. Os aeronautas exigem o reajuste de 15% e os aeroviários, de 13%, mas a proposta apresentadas pelos empresários é da correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que é de 6,08%, mais meio ponto porcentual de ganho real, o que resulta em 6,58%.

De acordo com o procurador-geral do Trabalho, Otavio Brito Lopes, apesar das tentativas, ainda há um distanciamento muito grande entre os dois lados envolvidos na disputa. "Entre 6,58% e 15%, há espaço para continuar a negociação até o dia 23", afirmou. Segundo o procurador, as empresas afirmaram, na reunião, que não há mobilização suficiente dos trabalhadores para o início da greve, mas o MPT estará de plantão observando o movimento para "garantir o atendimento das necessidades básicas e essenciais da população, que envolve o direito à saúde, segurança e vida".

Segundo Lopes, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) mantém um ministro de plantão para julgar qualquer medida cautelar que possa ser impetrada pelo governo ou por outra parte que se sentir prejudicada. "É óbvio que uma greve no dia 23 vai causar inconveniências para a sociedade, mas há o compromisso dos trabalhadores de que a paralisação, assegurada constitucionalmente, ocorrerá dentro da normalidade", disse o procurador.

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