Reunião para definir preço do barril ainda não tem data

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse hoje que ainda está aguardando um comunicado oficial sobre a data da próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A reunião é fundamental para aprovar o valor do barril de petróleo que será repassado pela União à Petrobras por meio da cessão onerosa que integra seu processo de capitalização.

KELLY LIMA, Agencia Estado

24 de agosto de 2010 | 13h22

"A reunião vai apenas referendar este valor. E se não for possível fazer esta reunião, os ministros podem se falar por telefone, ou assinar este referendo numa reunião formal posterior", emendou Tolmasquim, em entrevista informal ao deixar evento promovido hoje no Rio pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, era esperado para o evento, mas não compareceu.

Tolmasquim disse que está bastante distante das discussões sobre o processo de capitalização da Petrobras e não chegou a ter acesso aos laudos apresentados pelas duas certificadoras - uma contratada pela Petrobras e outra pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) - para avaliar a área de Franco, que será usada na cessão onerosa. "Eu participei das discussões apenas até o momento da elaboração do marco regulatório", disse.

Porém, Tolmasquim comentou que, em sua avaliação, diante de dois laudos que apontam valores tão díspares, como vem sendo noticiado, o ideal seria contratar uma terceira opinião. "Não sei qual o procedimento para isso, se seria necessário muito tempo, se isso pode prejudicar ou mesmo adiar a capitalização, mas me parece o mais sensato", comentou.

Segundo fontes do setor, a consultoria contratada pela Petrobras teria apontado para um valor de barril entre US$ 5 e US$ 6, enquanto a consultoria contratada pela ANP apontou para um barril no valor de US$ 10 a US$ 12. "O campo de Franco, que estava sendo avaliado, é uma área objetiva. Mas a análise é bastante subjetiva e cabem aí interpretações diversas", avaliou.

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