Reunião seguida de coletiva mexe mais com bolsa, dólar e juros

Das oito reuniões por ano do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), a reação dos mercados financeiros é maior apenas nos quatro encontros em que a decisão de política monetária é seguida de uma entrevista à imprensa pelo presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke. Essa é a conclusão de estudo feito pelos economistas Peter Hooper, Torsten Slok e Matthew Luzzetti, do Deutsche Bank.

O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2013 | 02h08

Isso porque ao decidir fazer uma mudança importante de política monetária numa das quatro reuniões do Fomc com coletiva programada, Bernanke tem oportunidade de explicar melhor a mudança, o que, segundo o estudo, reduz o risco de interpretação errada ou equivocada pelos mercados.

Na quarta-feira, ao final da próxima reunião, Bernanke responderá a questionamentos.

O levantamento mostra que, desde abril de 2011, quando o Fed fez pela primeira vez uma coletiva após a decisão do Fomc, o índice Standard & Poor's 500 tende a subir cerca de 0,5% mais nos dias que antecedem a reunião seguida de entrevista do que nos dias antes de uma reunião sem coletiva. Da mesma forma, os juros pagos pelos títulos do Tesouro americano de dois anos tendem a cair cerca de 6% mais nos dias que antecedem a reunião com coletiva e o dólar tende a se desvalorizar mais.

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