Reunião sobre FGTS: resultados

O governo não vai colocar nenhum centavo no pagamento das diferenças de correção nas contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos planos Verão (janeiro 89) e Collor 1 (abril 91). Foi o que informou ontem o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, na primeira reunião com os representantes das centrais sindicais para a discussão do pagamento dos expurgos dos planos econômicos. Segundo o ministro, as diferenças terão de ser pagas com recursos do próprio fundo.Para o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, mais cedo ou mais tarde o governo terá de arcar com, pelo menos, parte desse pagamento. "O fundo possui R$ 7,5 bilhões disponíveis e a dívida está estimada em R$ 43 bilhões. Se o governo não entrar com a sua parte, essa conta não fechará nunca."Apesar dessa divergência, Paulinho considerou positivo o resultado do primeiro encontro. Ficou definido que uma comissão formada por técnicos das centrais sindicais e pelo diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) terão reunirão com representantes da Caixa Econômica Federal para obter informações sobre os optantes da época dos expurgos. Após o levantamento dos dados, um novo encontro será marcado. A partir de agora, somente o ministro falará oficialmente sobre o FGTS.

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