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Reunião sobre reajuste de aposentados termina sem decisão

Segundo ministro, assunto só voltará para a pauta de discussão após a votação dos projetos do pré-sal

Isabel Sobral, da Agência Estado,

12 de novembro de 2009 | 14h22

Terminou no início da tarde desta quinta-feira, 12, sem decisão do governo, a reunião do colégio de líderes dos partidos da base aliada à respeito da concessão do reajuste real aos aposentados e pensionistas da Previdência Social que ganham mais de um salário mínimo. O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse em entrevista coletiva que a avaliação dos líderes é que o tema dos ajustes das aposentadorias deve continuar em debate interno no governo. "Nossa prioridade neste momento será a votação dos projetos sobre a exploração do pré-sal", afirmou.

 

Segundo ele, a discussão dentro do governo a respeito da correção das aposentadorias será em torno dos procedimentos que serão adotados em breve para a concessão do reajuste. O ministro não descartou a hipótese de o governo encaminhar ao Congresso Nacional uma Medida Provisória (MP). Padilha foi taxativo ao dizer que está definido o porcentual de 2,5% de reajuste real (descontado a inflação) em 2010 para os aposentados e pensionistas que ganham mais de um salário mínimo. "O governo chegou ao seu limite, que é o limite do responsável e do sustentável ao longo dos anos", disse o ministro.

 

O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), acrescentou que estima que nas próximas três semanas a Câmara deverá concluir as votações dos projetos relacionados ao pré-sal. Após esse prazo, segundo ele, os líderes retomarão o tema da correção das aposentadorias. Fontana afirmou também que não se cogita a ampliação do porcentual de reajuste para o ano que vem, embora admita que a Câmara sofrerá pressão forte de centrais sindicais e entidades de aposentados por um reajuste maior. "O governo tem muito preocupação com a situação dos aposentados, mas as palavras aqui são sensibilidade, em paralelo com responsabilidade com o impacto que o reajuste terá nas contas públicas", disse o líder.

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