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Reuniões entre Brasil e Argentina tentam superar conflito

Países vão apresentar um levantamento sobre os produtos que estão parados na fronteira e negociar uma solução

Ariel Palacios, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2011 | 00h00

CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES

O secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alessandro Teixeira, iniciou ontem duas jornadas de reuniões com seu par argentino, o secretário de Indústria, Eduardo Bianchi, para tentar desativar a escalada de conflitos comerciais entre os dois países nas últimas semanas. As reuniões continuarão hoje entre os técnicos, que deverão apresentar um levantamento de todos os produtos que estão parados na fronteira.

Teixeira está acompanhado de Antonio Simões, subsecretário geral para América do Sul, Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior, e Daniel Godinho, diretor do Departamento de Negociações.

"Há produtos que estão há 300 dias na fronteira", disseram fontes do governo brasileiro. Depois dessa reunião, segundo as fontes, "cada lado fará as consultas internas". Participantes do encontro disseram que as negociações "estavam um pouco travadas", embora exista "boa disposição dos dois lados".

Fontes do lado brasileiro, céticas sobre o avanço, indicaram que "no fundo, no fundo, os argentinos querem que as empresas brasileiras se instalem na Argentina". Essa foi a fórmula encontrada por empresas de calcados e baterias, que conseguiram driblar as barreiras argentinas abrindo fábricas no país.

Lista. Na lista de reclamações da ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, estão as barreiras que o Brasil aplica à entrada do azeite de oliva, o selo fiscal sobre bebidas alcoólicas (especialmente o vinho argentino), além da suposta falta de cumprimento de uma cota para o leite em pó argentino no Brasil.

Entre as reclamações argentinas está o crescente superávit comercial que o Brasil tem com o país. O governo da presidente Cristina Kirchner argumenta que só nos primeiros quatro meses as importações de produtos brasileiros cresceram 33% em comparação com o mesmo período de 2010. Na contramão, apesar do câmbio favorável para o peso, as exportações argentinas ao mercado brasileiro aumentaram 22%. Neste contexto, o Brasil teve superávit de US$ 1,3 bilhão, o dobro da marca do ano passado. Mas, embora o governo Kirchner reclame do suposto protecionismo brasileiro, desde 2008 a Argentina aplica várias barreiras protecionistas.

Para criar um clima favorável às negociações que iniciaram ontem, na quinta-feira o Brasil decidiu emitir um "gesto de boa vontade", liberando a entrada de veículos argentinos parados na fronteira. Mas a retribuição argentina só veio um dia depois, no fim da sexta-feira, quando foi liberada a entrada gradual de calçados, baterias e pneus.

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