Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Reuniões ''secretas'' e com guardas à porta

O engajamento de acionistas nas assembleias, embora ainda seja mais exceção do que regra, mostra um cenário bastante diferente da experiência observada no País na última década. Quem frequenta assembleia conta que já viu uma empresa sabotar elevadores e outra, de telefonia, os computadores de cadastro da portaria do edifício para evitar a participação de acionistas em questões polêmicas. "A pauta era aprovada e a assembleia encerrada em cinco minutos, antes que os acionistas entrassem", diz uma fonte.

Sabrina Valle, O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2011 | 00h00

Uma empresa de celulose já realizou uma folclórica assembleia no apagar do ano, em 29 de dezembro, numa pacata cidade ribeirinha na Amazônia paraense, para aprovar aumento de capital. Um fundo de pensão precisou mandar um advogado de teco-teco para a reunião. Em outro caso, uma siderúrgica em Aratu (BA) fez assembleia numa salinha apertada ao lado de um alto-forno, com homens armados na porta. Na pauta, a instalação de um conselho fiscal.

O poder da assembleia explica a tensão: nessa ocasião, donos de ações ordinárias podem, por exemplo, vetar a contratação de um conselheiro ou diretor por salário que julgue impróprio. Ou aprovar a instalação de um conselho fiscal que pode revirar as contas da empresa. Também se pode mudar o conselho de administração e autorizar aumento de capital, entre outras medidas.

A assembleia ordinária é obrigatória; a extraordinária pode ser convocada por acionistas com mais de 5% do capital.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.