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Revisão de projeções do Ipea mostra trajetória de crescimento

O diretor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Paulo Levy, disse hoje que a revisão de projeções do Ipea divulgadas hoje são positivas, de forma geral, já que mostram trajetória de crescimento econômico e que a cautela da política monetária se justifica "para impedir que a inflação saia novamente do controle".Ele observou que o Instituto aumentou a previsão da Selic, a taxa básica de juros da economia, média para o último trimestre deste ano, de 14,4% para 15,5%, mas mantém a trajetória de queda gradual da taxa com uma projeção para o ano de 2005 (janeiro a dezembro) de 14,3%. Para o último trimestre de 2005, ele projeta 13,5%, na média. Revisão positivaLevy explicou que a mudança na projeção do saldo das transações correntes para este ano de um déficit de US$ 1,4 bilhão para um superávit de US$ 4,1 bilhões deve-se principalmente ao melhor desempenho da balança comercial, que teve também um saldo revisto de US$ 23,1 bilhões para US$ 27,1 bilhões. Além disso, afirmou, "imaginava-se uma pressão maior na conta de serviços, como em turismo e transportes, cujo déficit não tem aumentado muito". O Ipea prevê agora um câmbio médio para este ano de R$ 3,05, ante a projeção de março passado de R$ 2,97. Levy observou, porém, que na semana passada houve variações de 3% a 4% no câmbio em um só dia, o que torna o momento muito difícil para projeções.O Ipea prevê agora um aumento das exportações de bens e serviços (conceito usado no cálculo da pesquisa do PIB) de 12,5% este ano, bem mais do que na previsão de março, de 8,7%. Já em relação às importações de bens e serviços, o Instituto reduziu a previsão de investimento para este ano de 11,2% para 8,7%.

Agencia Estado,

03 de junho de 2004 | 14h21

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