Revisão do acordo com FMI permitirá ao País sacar US$ 1,3 bi

O governo brasileiro recebe a partir de amanhã mais um missão do Fundo Monetário Internacional (FMI), a penúltima do acordo assinado pelo Brasil que termina em março do próximo ano. A aprovação da revisão pela diretoria do Fundo dará direito ao governo brasileiro de sacar cerca de US$ 1,3 bilhão. Mas o Brasil deve manter a postura adotada ao longo deste ano e não sacar o dinheiro.O fato é que a equipe do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, está preparando o terreno para o País deixar o Fundo. A intenção do governo é não renovar o acordo, mas o ministro pretende fazer o anúncio oficial somente em março, quando a direção do FMI avalia a última revisão do acordo que está em vigor. Segundo um integrante da equipe do ministro Palocci, o FMI vem perdendo importância na pauta da agenda econômica do País. "O FMI não é uma pauta mais relevante", disse a fonte. O interesse maior do governo brasileiro agora é conseguir avanços importantes na mudança de cálculo do superávit primário das contas públicas para investimentos em infra-estrutura com retorno econômico.Para isso, já está prevista a vinda entre final de novembro e início de março de uma outra missão do FMI, chefiada pela diretora do departamento fiscal, Teresa Ter-Minassiam. Será a segunda missão com essa finalidade e a expectativa do governo é de fechar as linhas gerais do projeto piloto que está sendo desenhado com o FMI para que as mudanças possam ser implementadas em 2005.

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