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Revisão do risco de bancos médios pode demorar 3 meses

A revisão da força financeira dos bancos médios brasileiros, anunciada ontem pela agência de classificação de risco Moody´s Investors Service, pode demorar até 3 meses, disse a diretora sênior da instituição Celina Vansetti. A decisão da Moody´s em revisar a classificação de todos os bancos médios observados pela instituição no Brasil - Fibra, Rural e Indusval - foi justificada pela mudança de atitude do Banco Central (BC) no processo de fiscalização dos bancos, a que tende a afetar a percepção de risco dos clientes e investidores de todo o segmento.Segundo Celina, enquanto a atitude do BC no caso do Banco Excel, por exemplo, foi a de procurar um comprador para a instituição, mantendo as operações funcionando de alguma forma, no caso do Banco Santos o BC decidiu por uma intervenção que congelou as contas correntes dos clientes, o que vem causando uma migração de clientes para instituições maiores.Ela ressaltou ainda que a decisão de colocar os ratings (classificações) em revisão não partiu da análise individual da saúde financeira desses três bancos, mas sim da possibilidade de a atual aversão ao risco desse segmento como um todo continuar.CríticasA diretora da Moody´s disse que sua equipe pesou muito o efeito que tal anúncio poderia causar no mercado, mas decidiu que qualquer atitude poderia receber críticas. "É a velha história: a agência de rating nunca tem razão."No caso do Banco Santos, a Moody´s foi acusada de demorar para alertar o mercado sobre a saúde financeira do banco. "No caso do Santos, nossa nota estava em E+, a apenas um degrau da insolvência", justifica Celina. O Banco Rural é classificado como D- e o Indusval, E+, uma nota que "reflete o tamanho menor da instituição em relação aos seus pares", diz Celina. Por causa de um acordo da Moody´s com o Banco Fibra, o rating da instituição não é público, informou a diretora.

Agencia Estado,

07 de dezembro de 2004 | 12h29

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