José Patrício/Estadão
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Revisão tarifária da Sabesp é adiada em um ano, mas ganhará ajuste preliminar

Atraso no processo frustrou analistas do setor, mas a possibilidade de reajuste preliminar em 2017 amenizou impactos nas ações

Circe Bonatelli e Marcelle Gutierrez, Broadcast

20 de janeiro de 2017 | 13h38

SÃO PAULO - O fim do processo de revisão tarifária da Sabesp ocorrerá um ano após o inicialmente previsto, passando de abril de 2017 para abril de 2018, mas será compensado parcialmente por um reajuste preliminar em junho deste ano. O atraso no processo frustrou analistas do setor, mas a notícia sobre o reajuste preliminar amenizou parte dos efeitos negativos. Na manhã desta sexta-feira, 20, as ações da Sabesp eram negociadas a R$ 32,20, alta de 1,42%. No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,40%.

A deliberação número 706 publicada hoje Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) aprova o início da revisão tarifária e o cronograma associado à etapa inicial. Segundo a deliberação, a tarifa média máxima preliminar será autorizada até 10 de junho de 2017, enquanto a tarifa média máxima final será divulgada e autorizada até 10 de abril de 2018.

O órgão regulador explica ainda que as diferenças de receitas apuradas em decorrência dos valores tarifários autorizados em junho de 2017 e abril de 2018 serão compensadas com reajuste na tarifa. Além disso, a metodologia do processo será a mesma já utilizada na primeira revisão tarifária ordinária da Sabesp.

A Arsep explica ainda que o atraso ocorreu porque o processo de contratação de empresa de consultoria de apoio à revisão tarifária está suspenso por decisão judicial, em razão de ação proposta por um dos licitantes. Neste momento, não é possível prever o prazo para conclusão da ação, informa o regulador.

"Essa postergação deve pressionar os papéis da companhia no pregão de hoje, pois adiciona incertezas regulatórias, além de adiar o potencial de melhora no resultado operacional da companhia", observa a equipe de analistas da Coinvalores, Sandra Peres, Felipe Silveira e Daniel Liberato.

Apesar do atraso no processo, o analista do banco UBS, Marcelo Sá, acredita ser melhor haver um reajuste preliminar em 2017 do que concentrar tudo em 2018. "Consideramos positiva a decisão da Arsesp de ter um processo preliminar este ano, uma vez que o reajuste tarifário poderia resultar em um aumento tarifário acima da inflação, aumentando a geração de caixa da Sabesp em 2017", descreve, em relatório.

Sá observa ainda que, embora a tarifa de 2017 não seja uma decisão final, pode ser favorável para reajustes mais robustos, enquanto essa iniciativa poderia ficar prejudicada em 2018, que é um ano de eleições. 

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