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Revista erótica francesa da revolução sexual volta ao mercado

Concorrente da Playboy fundada em 1963 e que fechou em 1994 por causa da internet volta ao mercado

08 de novembro de 2013 | 15h43

SÃO PAULO - A revista masculina francesa Lui, fundada em 1963 e que marcou época na revolução sexual até fechar as portas em 1994, vai renascer em plena era digital.

A revista foi criada por Daniel Filipacchi e mostrava modelos anônimas e famosas, como Brigitte Bardot, Sofia Loren, Jane Fonda, Catherine Deneuve e Isabelle Huppert.

No final a revista apelou para um modelo de fotos mais escandalosas, mas nem assim sobreviveu à era do vídeo e fotos gratuitas na internet que acabou com muitas publicações do gênero no mundo inteiro.

Vinte anos após a sua desaparição, a revista vai voltar pelas mãos do publicitário Frédéric Beigbeder.O primeiro número saiu com  200 páginas e um preço de 2,90 euros (aproximadamente R$ 9).

Dúvidas. O mercado viu com desconfiança a iniciativa, considerando a crise da imprensa e também a aposta em um negócio tão defasado como o erotismo impresso. Nem a Playboy sobreviveu na França, lembrou o jornal El País, ao noticiar a volta da Lui.

Beigbeder pretende ressuscitar a revista no mesmo estilo dos primeiros números da primeira versão, quando o diretor era o intelectual Jacques Lanzmann e François Truffaut escrevia as páginas de cinema.

O primeiro número da nova Lui saiu com 350 mil exemplares, mesma tiragem diária do Le Monde. A atriz da temporada, Léa Seydoux, aparece seminua na capa, retratada por Mario Sorrenti.

Uma jovem francesa queimou um exemplar e postou o vídeo na internet. Para se esquivar das críticas, Beigbeder resolveu formar uma redação com mulheres.

Parte do êxito da revista deve-se ao fato de que 50% dos leitores são do sexo feminismo. E, no fundo, para Beigbeder, o erotismo já não significa transgressão alguma.

No relançamento da publicação, a foto de capa é da atriz Léa Seydoux, quew recebeu a Palma de Ouro em Cannes pela interpretação no filme "La Vie d`Àdèle".

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