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Revitalizar Telebrás não está definido, diz secretário

O secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, disse hoje que não há nenhuma definição sobre a possibilidade de a Telebrás ser revitalizada para assumir a administração da eventual estatal de banda larga que está em estudo pelo governo. Santana, que é um dos maiores entusiastas da revitalização da Telebrás, participou no início desta noite da primeira reunião do grupo de estudos criado pelo governo para elaborar o projeto de banda larga pública.

GERUSA MARQUES, Agencia Estado

05 de outubro de 2009 | 20h12

O secretário, que já integrou o conselho de administração da Telebrás, disse desconhecer a decisão da empresa de pedir hoje à Bovespa a suspensão da negociação de suas ações no pregão. "Isso ocorreu provavelmente para evitar especulação", disse o secretário. Santanna disse que o grupo de trabalho apresentará, por volta do dia 10 de novembro, as suas sugestões sobre o programa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Telebrás, na opinião do secretário, reúne as condições para assumir a gerência dessa infraestrutura de banda larga porque é uma empresa que já está pronta e que tem ação na bolsa de valores.

Santanna previu que, se o governo tiver que construir toda a infraestrutura - inclusive as ramificações - para levar banda larga a escolas rurais, postos de saúde e delegacias de polícia, serão necessários R$ 3 bilhões em investimentos. Santanna já havia antecipado, na semana passada, que a previsão era de gastos de R$ 1,1 bilhão apenas para montar a infraestrutura principal usando as redes da Petrobras, Eletrobrás e Eletronet. Faltariam então as ramificações para ligar essas redes aos 135 mil pontos prioritários do programa de inclusão digital.

Santanna defende que esse projeto seja montado em parceria com pequenas empresas de telefonia e de internet. Mas há também no governo a ideia de incluir as grandes operadoras de telefonia no programa. Segundo ele, na reunião de hoje, discutiu-se apenas os procedimentos que o grupo adotará. Santanna informou que foram criados dois subgrupos: um para tratar da infraestrutura e outro da regulação. Até o fim do mês, segundo o secretário, deverá haver uma reunião com os ministros envolvidos no programa, entre eles a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff; o ministro das Comunicações, Hélio Costa; do Planejamento, Paulo Bernardo; e da Educação, Fernando Haddad.

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