coluna

Louise Barsi explica como viver de dividendos seguindo o Jeito Barsi de investir

Revogação da Lei de Subversão pode ser votada hoje

O peronismo tentará votar hoje, em sessão convocada para às 18 horas, a revogação da Lei de Subversão Econômica em meio a uma chuva de protestos da população que promete uma grande mobilização em frente ao Congresso Nacional. Até ontem, o PJ (Partido Justicialista) não tinha conseguido o apoio da UCR (União Cívica Radical) e de alguns membros do partido que se negam a assinar relatório da Comissão de Assuntos Penais, o qual permitiria enviar a matéria ao plenário. A UCR, por sua vez, está obstruindo a sessão e os justicialistas necessitam reunir , pelo menos, 37 senadores para obter o quórum necessário. Reunir os votos para aprovar a revogação será difícil porque a UCR não a apóia. O governo também precisa da assinatura de mais dois justicialistas para habilitar o tratamento da matéria. As pedras no caminho foram jogadas pelo ex-presidente Carlos Menem e pelo candidato a presidente Néstor Kirchner, governador da província de Santa Cruz. É que o ex-cunhado de Menem, Jorge Yoma, e a mulher de Kirchner, Cristina Fernández de Kirchner, se negam a assinar o relatório. A senadora também anunciou a convocação da Comissão de Assuntos Constitucionais para debater o adiantamento das eleições gerais, conforme seu projeto de lei.Os radicais se reunirão às 10 horas para discutir sua posição: se rejeitam a revogação ou se insistirão em aprovar o projeto do partido aprovado na semana passada pela Câmara que não atende às exigências do FMI. Os ânimos da UCR ficaram exaltados com as críticas do presidente Eduardo Duhalde, ontem, de que os radicais prometem ajudar e depois fogem da raia. Além de ter de conseguir a assinatura do relatório que permitirá o tratamento da matéria em plenário, o governo terá de conseguir mais votos que os 35 que se declaram contra o tema. O Senado possui 72 cadeiras, das quais 69 estão ocupadas. Destas, 35 são contra a revogação da Lei de Subversão Econômia. O PJ possui 34 votos e, para aprovar a matéria, precisará da sorte de que algum radical não compareça ou que algum mude sua opinião ou ainda se abstenha.Leia o especial

Agencia Estado,

28 de maio de 2002 | 07h24

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.