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'Rezam para que a crise pegue o Brasil para o Lula se lascar'

Presidente diz que crise traz torcida contra seu governo; ele voltou a pedir para que não se deixe de comprar

Leonardo Goy, da Agência Estado,

09 de dezembro de 2008 | 15h31

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, 9, que "tem gente rezando para que a crise pegue o Brasil para o Lula se lascar". A declaração foi dada em discurso durante cerimônia de inauguração de mais um trecho da ferrovia Norte-Sul, em Colinas, no Tocantins. "Existe uma propaganda sistematizada em favor da crise. Nós temos que falar da crise porque ela é profunda, mas não foi causada por nós." Veja também:PIB cresce 6,8% no 3º trimestre e bate recorde A medida do crescimento do PaísBC decide juros em meio a dilema entre inflação e recessãoMercado prevê queda no PIB brasileiro já no 4º trimestreEntenda a disparada do dólar e seus efeitos Dicionário da crise  Direcionado a uma platéia formada por operários da obra e por moradores da região, o discurso de Lula, feito de improviso e com o microfone à mão, foi mais uma tentativa do presidente de tentar estimular a população a continuar comprando. "Se todo o mundo parar de comprar, teremos a crise. Meu conselho é: se você tiver uma dívida, pague a dívida. Mas se tiver um dinheirinho e quiser comprar um computador, ou um fogão, compre, se puder", disse.  Lula também voltou a adotar a estratégia de culpar os países ricos pela crise. "A crise aconteceu na Europa, nos Estados Unidos, causada pela especulação", afirmou, para acrescentar em outro momento do discurso que "quando alguém quer ganhar dinheiro sem produzir ou é ladrão ou é especulador".  O presidente atribuiu à especulação os elevados preços a que chegaram o petróleo e os alimentos nos meses anteriores ao agravamento das turbulências. "Não havia razão para o petróleo custar US$ 150. Não era a China, era a especulação", acrescentou.  Segundo ele, não há no mundo país mais preparado que o Brasil para enfrentar essa crise e reforçou que agora é o momento de o Estado investir para alavancar a economia. "Não podemos gastar com custeio. Temos que gastar com investimentos", disse. Lula, que vinha falando freqüentemente sobre juros e o custo do spread bancário, desta vez limitou-se apenas a dizer que o governo "vai consertar" as dificuldades e o custo elevado do crédito.

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