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Rezende defende aperfeiçoamento na Lei de Informática

O ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, defendeu hoje um aperfeiçoamento na Lei de Informática, que concede desde 2002 incentivos fiscais às empresas que investem na produção local de equipamentos de tecnologia, como computadores. De acordo com o ministro, muitos grupos beneficiados pela medida ainda encontram dificuldade em aprovar projetos de inovação. "O processo de avaliação do ministério é muito lento", criticou Rezende. "Há empresas que já prestaram contas há muito tempo e que até hoje não sabem se seus projetos estão de acordo com as normas do governo federal", complementou.

GUSTAVO URIBE, Agencia Estado

24 de agosto de 2009 | 19h56

O ministro destacou que a Lei de Informática não produz os resultados previstos pelo ministério em 2002, quando ela foi aprovada. "A Lei de Informática gera cerca de R$ 1 bilhão em aplicações por ano. Esperávamos um crescimento gradual do montante, o que não foi observado. É preciso aperfeiçoar a medida para que ela produza resultados cada vez maiores", avaliou. Ainda de acordo com Rezende, o Brasil tem condições de dar um salto de qualidade maior ao que dá atualmente. "Hoje a área acadêmica e as empresas estão muito mais próximas, e essa integração deve crescer ainda mais."

O ministro participou hoje de almoço promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), na capital paulista. Rezende detalhou no evento, para plateia formada por 220 empresários, alguns dos programas do governo que incentivam micro e pequenos negócios a desenvolverem pesquisas na área de tecnologia. Um dos projetos citados pelo ministro foi o Programa Prime, que oferece empréstimos subsidiados a pequenas e médias empresas incubadoras. "Em quatro anos, já destinamos R$ 1,2 bilhão para 4 mil empresas."

No mesmo encontro, o Lide divulgou o resultado de julho do índice Lide-FGV de Clima Empresarial, que mede a expectativa dos empresários brasileiros diante do futuro da economia brasileira. O indicador, que ficou em 5,8 pontos em junho, teve leve queda no mês passado, para 5,5 pontos. Na avaliação do presidente da Fundação Getúlio Vargas, Fernando Meirelles, o desempenho do índice não representa uma tendência de queda, e sim uma interrupção das altas consecutivas que vinha apresentando desde março de 2009.

Entre os 220 empresários entrevistados para a pesquisa, 40% avaliam que seus negócios apresentaram melhora em relação ao mesmo período de 2008. Outros 40% afirmaram que a situação não se modificou à do ano anterior. Apenas 20% identificaram piora do cenário no período. A mesma pesquisa identificou que 36% dos entrevistados pretendem aumentar o número de funcionários este ano. Outros 55% devem manter o número de funcionários e os 9% restantes afirmaram que vão demitir.

A pesquisa também mostra aumento em julho no número de empresários que considera a carga tributária o maior vilão do crescimento da economia nacional, de 52% em junho para 67%. O nível de procura foi citado por outros 20%. O cenário político foi apontado por 7% dos entrevistados e a taxa de juros por outros 6%.

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