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Rhodia mantém investimentos de US$ 30 milhões no Brasil

A crise econômica mundial faz com que as grandes multinacionais pisem leve em solos de países menos estáveis, como o Brasil. Exemplo do recuo em investimentos foi dado na semana passada pela alemã Clariant, que só prevê verbas de manutenção. A Rhodia no Brasil vai pelo mesmo caminho, e enquanto a economia não der sinais claros de recuperação, deverá investir US$ 30 milhões no País em 2003 - mesmo valor aplicado neste ano. O presidente da companhia na América Latina, Walter Cirillo, disse que a verba poderá ser reduzida ou ampliada conforme orientação da matriz. A previsão inicial de US$ 30 milhões em investimentos tem suporte na própria geração da Rhodia no Brasil. Na planilha de investimentos da multinacional francesa no Brasil estão grandes ampliações de capacidade instalada e desgargalamentos (expansões menores) de unidades. Walter Cirillo informou que ainda não há definição sobre quais áreas serão beneficiadas. Ele acredita que a química fina, responsável pela produção de fenol, bifenol, insumos para perfumaria e acetonas, será favorecida. Outra área que poderá receber novos investimentos é a de poliamidas, matéria-prima do náilon 6 e variantes. Questionado se a empresa pretende fazer aquisições no Brasil, Walter Cirillo avaliou que os grandes investimentos da Rhodia irão se pautar muito mais por capital humano do que por verbas em dinheiro. Ele ressaltou que o náilon fabricado pela empresa no Brasil não depende do insumo básico caprolactama, industrializado pela Nitrocarbono, uma das empresas que poderão ser vendidas pela Braskem. A rota da poliamida da Rhodia tem como insumo básico o fenol. Outros ativos como Proppet - que produz PET - e Petroflex - fabricante de borracha SBR - também não têm a ver com as atividades da Rhodia, que vendeu a Rhodia-Ster no segundo semestre deste ano, seu único ativo de PET. Walter Cirillo, que presta assessoria de transição à Mossi & Ghisolfi (compradora da Rhodia-Ster) não quis comentar a possibilidade de a multinacional italiana vir a adquirir a Proppet - com o que passaria a ter monopólio produtivo da resina no Brasil e mais de 50% da capacidade instalada na América do Sul.

Agencia Estado,

27 de novembro de 2002 | 17h49

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