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Ri Happy prevê arrecadar até R$ 1,3 bi em abertura de capital

Varejista de brinquedos, controlada pelo fundo americano Carlyle, será o primeiro IPO da Bolsa brasileira neste ano

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

07 Março 2018 | 20h13

A varejista de brinquedos Ri Happy, controlada pelo fundo de private equity americano Carlyle, espera que sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) alcance até R$ 1,3 bilhão. Esse valor considera a colocação de todos os lotes de ações e o preço máximo do intervalo estimado, que vai de R$ 20,30 a R$ 26,30.

Esse será o primeiro IPO na Bolsa brasileira em 2018. A empresa de meios de pagamento PagSeguro, que abriu capital em janeiro, realizou sua oferta apenas na Bolsa de Nova York. No mês passado, a Blau Farmacêutica, que faria seu IPO da B3, suspendeu seus planos após não encontrar demanda.

Divisão. Considerando o lote principal e o preço da ação no centro da faixa indicativa, a abertura pode movimentar R$ 860 milhões. Desse lote, 60% corresponde à oferta primária, ou seja, de recursos que irão para o caixa da empresa. Esse dinheiro será destinado à expansão e investimentos em lojas, assim como reforço e melhoria da estrutura de capital.

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Os recursos restantes, referente à emissão secundária, serão destinados ao pagamento de papéis que serão vendidos pelo Carlyle. O lote adicional de 20%, se houver demanda, também será de ações detidas hoje pelo fundo.

Conforme o cronograma da oferta, as reuniões com investidores seguem até 27 de março, quando está marcada a precificação da ação. A listagem ocorrerá no Novo Mercado, segmento de maiores exigências de governança corporativa da B3, sob o código RHPY3. As ações estão programadas para estrearem na Bolsa no dia 29.

A oferta da Ri Happy é liderada pelo BTG Pactual, com participação do Credit Suisse, Itaú BBA, Bradesco BBI, Goldman Sachs e BB Investimentos.

Mais ofertas. A fila de empresas para abrir o capital na Bolsa brasileira é extensa. Para o mês de abril estão previstas ofertas bilionárias como as da operadoras de planos de saúde HapVida e Notredame Intermédica. Já Centauro (varejista de produtos esportivos), Dass (fabricante de marcas como Fila e Umbro), Banco Inter e JHSF Malls (de shoppings) já têm registro para IPO na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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A expectativa é que as aberturas de capital movimentem R$ 10 bilhões somente em abril. Em 2017, as ofertas de ações somaram R$ 42 bilhões.

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