Richa reclama de pedido de crédito parado em Brasília

O governador do Paraná, Beto Richa, disse na manhã desta quinta-feira, 31, que o Estado tem empréstimos "parados em Brasília há mais de um ano e meio", sendo o único, segundo ele, que se encontra nesta situação. Por causa disso, Richa classificou como "surpreendente" a visita da presidente Dilma Rousseff ao Paraná nesta semana para anunciar parceria com o governo em investimento de R$ 4,5 bilhões para construção do metrô de Curitiba.

BEATRIZ BULLA, GABRIELA VIEIRA E GABRIELA LARA, Agencia Estado

31 de outubro de 2013 | 12h13

Do montante previsto para o metrô, haverá investimento por parte do governo federal da ordem de R$ 1,8 bilhão e empréstimo de aproximadamente R$ 1,4 bilhão. Segundo Richa, ao saber da visita da presidente, ele iniciou uma série de telefonemas a ministérios para esclarecer a situação. "A conta foi jogada para nós e nós aceitamos a conta", disse o governador, sobre o investimento por parte do Estado para a construção do metrô. "O último foi um telefonema do secretário Arno Augustin", contou.

Ele afirmou que recebeu a informação de que nesta semana haverá a liberação de quase R$ 3 bilhões do Banco Mundial e do Proinveste. "Nós somos o único Estado que está com empréstimos bloqueados no Tesouro Nacional. Agora, o governo me garantiu que vai liberar empréstimos", afirmou Richa.

Mobilidade

Richa mencionou ainda que a questão da mobilidade urbana preocupa os grandes centros e ressaltou a importância da desoneração de tributos para a redução de tarifas. "Os tributos federais chegam a cerca de 20% da carga final da passagem de ônibus", apontou. Ele avaliou que Curitiba tem um "bom sistema de transporte coletivo" e afirmou que o Paraná foi o único Estado brasileiro a reduzir as passagens de ônibus antes das manifestações de junho, com a isenção concedida pelo governo estadual de ICMS sobre óleo diesel. "Agora a Dilma resolveu desonerar esses tributos para contribuir com a redução da passagem de ônibus", disse. O governador participou hoje pela manhã do Fórum Estadão Regiões sobre a região Sul do País.

Rio Grande do Sul

O secretário estadual de planejamento do Rio Grande do Sul, João Motta, comentou os altos investimentos feitos pela União no Estado. "Nós estamos até com dificuldade de gastar os empréstimos que já contraímos", comentou Motta, durante debate no Fóruns Estadão Regiões sobre o Sul do País. O governo do Rio Grande do Sul, desde 2011, está nas mãos de Tarso Genro, do PT. A gestão anterior foi da tucana Yeda Crusius. Motta afirmou que o governo atual teve de retomar a ideia do Estado como indutor de investimento, deixada para trás na gestão passada.

De acordo com o secretário, no processo brasileiro de retomada de crescimento, após a crise internacional de 2008, os Estados precisaram se esforçar para atrair mais investimentos. "Nos últimos anos o Rio Grande do Sul ficou um pouco fora desse movimento. Nosso trabalho foi desesperadamente recuperar em dois anos e meio esse tempo perdido", disse o secretário, que apontou que a dificuldade no Estado é ter empresas para operar "a carteira inteira que disponibilizamos". Ele mencionou que a União está fazendo investimentos "fortíssimos" em infraestrutura de rodovias e de logística.

Os investimentos para a expansão do metrô de Porto Alegre e região metropolitana somam R$ 4,8 bilhões, informou Motta. "Os investimentos da União, do Estado e da Prefeitura e a parcela da iniciativa privada totalizam R$ 4,8 bilhões", disse Motta

Segundo o secretário, o modelo de Parceria Público-Privada (PPP) prevê a expansão de 11 quilômetros da linha 1 do metrô de Porto Alegre, integrando outras quatro cidades da região metropolitana. "A nossa pretensão é iniciar as obras já no finalzinho de 2014", afirmou. Ainda de acordo com a expectativa do governo, os primeiros trechos da expansão devem ser construídos ao longo dos próximos cinco anos. Beto Richa e João Motta participaram na manhã desta quinta-feira, 31, do Fóruns Estadão Regiões sobre o Sul do País.

Tudo o que sabemos sobre:
Beto Richaempréstimo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.